No encontro da NEMO em Londres, especialistas debateram harmonização regulatória, certificação de embarcações e o papel de SMRs e microrreatores na expansão da energia nuclear marítima
A participação da AMAZUL no 1º Workshop sobre Segurança Nuclear para Aplicações Marítimas, em Londres, colocou o Brasil no centro de discussões sobre o uso seguro de reatores nucleares no setor marítimo.
O evento reuniu especialistas globais para tratar de avanços tecnológicos e dos desafios regulatórios necessários à adoção de soluções como os Pequenos Reatores Modulares, conhecidos como SMRs, e os microrreatores.
Essas informações foram divulgadas pela organização do evento e pela própria AMAZUL, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Avanços tecnológicos, SMRs e microrreatores
O workshop, promovido pela Nuclear Energy Maritime Organization, destacou os progressos no desenvolvimento de SMRs e microrreatores, tecnologias que prometem maior segurança, eficiência e modularidade para embarcações. Esses sistemas são projetados para operar com menores riscos e previsibilidade operacional, características centrais para a adoção da energia nuclear marítima.
Desafios regulatórios e harmonização internacional
Especialistas presentes reforçaram que a expansão da energia nuclear marítima exige um arcabouço regulatório robusto, capaz de harmonizar normas do setor nuclear e do setor marítimo. A certificação de embarcações, a operação em portos e a gestão de riscos foram apontadas como assuntos prioritários para normas internacionais.
Brasil contribui para diretrizes globais
A AMAZUL é a única instituição brasileira associada à NEMO, e tem papel ativo na construção de diretrizes globais. O engenheiro Kauan Andrei Flach integra o Grupo de Trabalho 2, 3S, que trata de Safety, Security and Safeguards, contribuindo para a elaboração de um guia técnico internacional destinado a orientar operação e salvaguardas.
Energia nuclear como vetor de descarbonização
A adoção da energia nuclear marítima surge como alternativa estratégica para reduzir emissões do transporte marítimo, setor responsável por parcela significativa da poluição global. SMRs e microrreatores ganham destaque por fornecer energia limpa, contínua e estável, trazendo nova opção para a descarbonização.
A presença da AMAZUL no workshop reforça o compromisso brasileiro com a transição energética, a inovação tecnológica e a segurança internacional, ampliando a capacidade de influência do país em fóruns que definem o futuro da navegação com propulsão nuclear.


