terça-feira
12 maio

Como a Marinha reforça prontidão no quinto domínio operacional, guerra digital e proteção de cabos submarinos com o Esquadrão de Guerra Cibernética

No quinto domínio operacional, a Marinha usa o EsqdGCiber para defender redes, proteger cabos submarinos e treinar respostas ante ataques na guerra digital, reforçando soberania tecnológica

A emergência do ciberespaço como quinto domínio operacional transforma sistemas, redes e dados em alvos estratégicos, e exige respostas específicas para a nova natureza do conflito.

A criação do Esquadrão de Guerra Cibernética, o EsqdGCiber, é parte dessa adaptação, com foco em proteção de infraestruturas críticas, defesa de comunicações e sustentação da liberdade de ação militar.

Exercícios como Cyber Flag 25, Guardião Cibernético, o 2º Exercício de Proteção de Cabos Submarinos e a Operação Atlas Armas Combinadas ampliam o adestramento e a interoperabilidade entre forças em cenários que simulam ameaças reais.

conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco

Missão do EsqdGCiber e alcance operacional

O EsqdGCiber atua na proteção de redes, sistemas estratégicos e estruturas de comando e controle, com tarefas que vão da identificação de vulnerabilidades à mitigação de riscos operacionais.

Entre as prioridades estão a detecção de intrusões, a correção de falhas exploráveis e a resposta a campanhas de desinformação, pilares para manter a capacidade de atuação em todos os demais domínios.

Exercícios, adestramento e interoperabilidade

Os exercícios mencionados pela fonte reproduzem ameaças digitais complexas, permitindo testar procedimentos, ferramentas e coordenação entre unidades navais e parceiros, nacionais e internacionais.

Essa rotina de treinos eleva a prontidão e a capacidade de resposta, ao mesmo tempo em que melhora a integração entre defesa cibernética, operações navais e logística, tornando a guerra digital um componente rotineiro do adestramento.

Proteção de cabos submarinos e infraestruturas críticas

A proteção de cabos submarinos ganhou centralidade porque eles sustentam comunicações globais e fluxos estratégicos de dados, e, por isso, são alvos com impacto direto sobre operações militares e civis.

Proteger esses ativos envolve monitoramento, capacidade de resposta a interferências e coordenação com setores civis e industriais, para reduzir riscos e preservar a conectividade necessária à atuação da Marinha.

Formação, inovação e soberania digital

Consolidar a defesa cibernética depende de recursos humanos qualificados, infraestrutura tecnológica e desenvolvimento de soluções próprias em software, criptografia e inteligência cibernética.

Ao investir em formação e na Base Industrial de Defesa, a Marinha busca fortalecer a soberania digital, garantindo autonomia em tecnologias críticas e elevando a resiliência da força diante de ataques na guerra digital.

Em conjunto, esses esforços colocam a prontidão digital como componente inseparável do poder de combate, crucial para preservar a liberdade de ação em terra, mar, ar e espaço.

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