Teste da CONDOR Non-Lethal Technologies com o Corpo de Fuzileiros Navais avalia granada fumígena para blindados, focando autonomia nacional, logística e potencial de exportação
O Corpo de Fuzileiros Navais iniciou avaliações operacionais de uma granada fumígena para blindados desenvolvida pela CONDOR Non-Lethal Technologies, integrante do EDGE Group.
Os testes, conduzidos pelo Batalhão de Blindados no âmbito do Programa de Armas Não Letais, buscam verificar desempenho, integração e aptidão ao emprego em cenários reais.
O processo visa reduzir dependência externa, gerar economia e fortalecer a Base Industrial de Defesa, conforme informação divulgada pela CONDOR Non-Lethal Technologies.
Avaliação operacional e critérios de emprego
A avaliação feita pelo Batalhão de Blindados não se limita a ensaios técnicos, ela considera confiabilidade, rapidez de acionamento e capacidade de ocultação em veículos protegidos.
Em campos de combate marcados por sensores avançados e ameaças assimétricas, a utilização de fumaça pode ser decisiva para a sobrevivência de tropas e blindados, e por isso a granada fumígena para blindados está sendo testada em condições representativas.
Inovação nacional e economia
O projeto da CONDOR demonstra potencial de reduzir custos, com um potencial de redução de custos de até três vezes em relação a modelos importados, segundo as informações divulgadas pela fabricante.
Além da economia direta, a adoção de uma solução nacional facilita manutenção, logística e evolução tecnológica sob controle brasileiro.
Interoperabilidade entre Forças e potencial de exportação
A granada fumígena apresenta aplicação possível não só para os Fuzileiros Navais, ela também pode ser empregada em blindados das três Forças Armadas, favorecendo padronização e interoperabilidade em operações conjuntas.
Com a crescente demanda global por tecnologias não letais, o produto da CONDOR também tem elevado potencial de exportação, posicionando a indústria nacional no mercado internacional.
Impacto na Base Industrial de Defesa e próximos passos
A iniciativa estimula produção local, gera empregos qualificados e fortalece a Base Industrial de Defesa, alinhando demanda militar e capacidade industrial.
Os próximos passos incluem a conclusão dos testes operacionais, validação de integração com plataformas blindadas e, se aprovadas, incorporação aos meios do Corpo de Fuzileiros Navais e a avaliação de adoção mais ampla pelas Forças Armadas.
O programa também abre espaço para cooperação entre indústria e forças, consolidando um ciclo de inovação que pode ampliar a autonomia estratégica do Brasil.


