Testes do IpqM e do CASOP, com apoio da Fragata Independência, confirmam que a Raia Virtual de Tiro (RVT) monitora impactos, triangula detonações e mede precisão em tempo real
A Marinha do Brasil validou, em operações no mar, a Raia Virtual de Tiro (RVT), solução desenvolvida para modernizar o adestramento de artilharia e apoio de fogo naval.
O sistema emprega boias instrumentadas e sensores para detectar e triangular disparos, oferecendo dados em tempo real sobre pontos de impacto e precisão dos tiros.
Os testes foram conduzidos pelo Instituto de Pesquisas da Marinha, pelo Centro de Apoio a Sistemas Operativos e contaram com o apoio da Fragata Independência, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Validação técnica da RVT
Durante os ensaios, a RVT demonstrou a capacidade de operação em ambiente marítimo, com detecção e triangulação de eventos de detonação com alto grau de acerto.
Durante o exercício, foram realizados disparos de 60 granadas antiexplosivas, permitindo a validação prática da capacidade do sistema em identificar pontos de impacto e medir a precisão dos tiros, conforme os dados divulgados pela Marinha.
O Instituto de Pesquisas da Marinha, IpqM, foi o responsável pelo desenvolvimento dos sensores e das boias instrumentadas, enquanto o Centro de Apoio a Sistemas Operativos, CASOP, integrou e acompanhou os dados em tempo real.
Ganhos operacionais para a Esquadra
A adoção da Raia Virtual de Tiro (RVT) representa um salto no adestramento, porque permite simular uma área terrestre a partir do mar, o que aumenta o realismo dos exercícios sem depender de espaços em terra.
Com informações precisas sobre impacto e dispersão dos tiros, as tripulações conseguem aperfeiçoar técnicas de tiro e procedimentos de apoio de fogo naval, o que contribui para a prontidão operacional da Esquadra.
A participação da Fragata Independência nos testes reforça o papel dos meios navais na validação de tecnologias que têm impacto direto na capacidade de combate.
Inovação e autonomia tecnológica
O desenvolvimento da RVT pelo IpqM mostra o investimento da Marinha em soluções nacionais, o que reduz a dependência de sistemas estrangeiros e fortalece a Base Industrial de Defesa.
Além de elevar a eficiência do adestramento, a tecnologia abre caminho para integrações futuras com sistemas de comando e controle, e para emprego em exercícios conjuntos, ampliando o espectro de uso da RVT.
O avanço reafirma o compromisso da Força com a modernização tecnológica e com a busca por ferramentas que aumentem a capacidade de detecção, avaliação e correção em tempo real.
Próximos passos e participação
Com a validação no mar, a próxima etapa inclui aprimoramentos, ampliação do emprego operacional e testes de integração com outros sistemas navais e de terra.
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