Exercício no Forte Marechal Rondon coordenado pelo Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército, com foco em integração entre sistemas rádio, módulos cibernéticos e prontidão operacional
A Operação ZERO DAY 2026 simulou cenários de alta complexidade para testar a convergência entre comunicações e guerra cibernética, exigindo respostas rápidas e coordenadas entre unidades.
O objetivo foi proteger sistemas essenciais e aumentar a resiliência do comando, com ênfase na continuidade do Comando e Controle, elemento crítico em operações contemporâneas.
Conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco, a atividade foi conduzida no Forte Marechal Rondon e reuniu diversas Organizações Militares para nivelamento técnico e intercâmbio de práticas.
Integração entre comunicações e guerra cibernética
A atividade teve como premissa integrar capacidades de comunicação tradicionais com ferramentas de guerra cibernética, criando um ambiente onde rádios e redes digitais são testados de forma conjunta.
Participantes trabalharam cenários que simulavam ataques ao ambiente digital e interferências em sistemas rádio, o que obrigou as equipes a articular contramedidas e a manter o fluxo de informações do Comando e Controle.
O exercício destacou a importância de protocolos comuns e da interoperabilidade entre plataformas, para garantir que o Comando e Controle, ou C2, permaneça funcional mesmo quando partes da infraestrutura estiverem comprometidas.
Capacitação técnica e segurança da informação
Foram realizadas formações específicas em sistemas das famílias Harris e Motorola, essenciais para operação em ambientes contestados e para a manutenção da continuidade das comunicações.
No âmbito cibernético, empregaram-se os Módulos de Proteção Cibernética, MPC, e os Módulos de Ações Cibernéticas, MAC, ferramentas voltadas à defesa de infraestruturas críticas, capazes de detectar, prevenir e reagir a ameaças digitais.
Essa capacitação prática amplia a segurança da informação e prepara militares para atuar em conflitos multidomínio, onde o combate se estende do terreno físico ao ambiente virtual.
Integração entre unidades e fortalecimento da prontidão
A Operação reuniu organizações como o 1º Batalhão de Guerra Eletrônica, o Batalhão de Comando e Controle, BC2, o Centro de Instrução de Guerra Eletrônica, CIGE e a Escola de Comunicações, EsCom, além de unidades operacionais especializadas.
Também participaram o 1º e o 2º Batalhão de Comunicações e Guerra Eletrônica de Selva, a 12ª Companhia de Comunicações Aeromóvel, a 2ª Companhia de Comunicações Mecanizada e o 1º Pelotão de Comunicações de Selva, promovendo troca de conhecimentos e nivelamento técnico.
A integração permitiu formar militares aptos a atuar como multiplicadores em suas unidades, contribuindo para uma Força Terrestre mais preparada e resistente a ameaças híbridas.
Impacto e próximos passos
Além do ganho operacional imediato, o exercício serviu para mapear lacunas e ajustar procedimentos de defesa cibernética e de comunicações, fortalecendo a capacidade de resposta do Exército a ataques digitais e eletrônicos.
O emprego conjunto de equipamentos, módulos cibernéticos e unidades especializadas indica uma tendência de maior convergência entre áreas, com foco na proteção do Comando e Controle e na continuidade das operações sob pressão.
O aprendizado da Operação ZERO DAY 2026 deverá ser disseminado nas unidades participantes, com vistas a aprimorar doutrinas, treinamentos e a proteção de sistemas estratégicos, elevando a resiliência da Força Terrestre.


