Participação na 12ª edição reforça acompanhamento do Exército Brasileiro às tendências de conectividade, proteção e letalidade para o soldado do futuro
O Exército Brasileiro enviou uma delegação à Future Soldier Technology 2026, em Londres, para prospectar soluções tecnológicas voltadas ao combate moderno, com foco no soldado do futuro.
A presença incluiu militares ligados ao Projeto Sistema Combatente Brasileiro (COBRA) e ao Estado-Maior do Exército, com objetivo de identificar tecnologias emergentes aplicáveis aos Sistemas e Materiais de Emprego Militar.
Os debates sobre proteção, conectividade e eficiência operacional orientam a modernização da tropa brasileira, com repercussões civis em áreas como telecomunicações e inteligência artificial, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
O que foi discutido na conferência
A conferência reuniu representantes de forças armadas, especialistas e empresas de Defesa de países da OTAN e parceiros estratégicos para discutir soluções voltadas à letalidade, proteção, conectividade e eficiência operacional das tropas.
Entre os temas debatidos estiveram conectividade tática, consciência situacional, integração digital no combate, proteção balística avançada, letalidade e eficiência energética de equipamentos individuais, tópicos centrais para projetar o soldado do futuro.
Objetivos da delegação brasileira
A delegação teve por meta identificar tecnologias aplicáveis aos Sistemas e Materiais de Emprego Militar, além de buscar subsídios doutrinários para a modernização da Força Terrestre, com atenção ao Projeto Sistema Combatente Brasileiro (COBRA).
O foco é integrar proteção, sensores, comunicações e capacidade operacional em um único sistema, tratando o militar como parte de um sistema integrado capaz de compartilhar dados em tempo real.
Impacto para a modernização e a sociedade
O acompanhamento de tendências tecnológicas permite ao Exército ampliar sua capacidade de resposta diante de ameaças contemporâneas, e projetos como o COBRA podem influenciar diretamente proteção individual, mobilidade e comunicação em campo.
Além disso, o avanço tecnológico militar tende a gerar reflexos civis, especialmente nas áreas de telecomunicações, sensores, inteligência artificial, logística e segurança, ampliando o benefício social da modernização.
Próximos passos e desafios
Com a experiência em Londres, o Exército deve avaliar a incorporação de tecnologias emergentes ao material em uso e às doutrinas, com testes e adaptações para a realidade operacional brasileira.
O desafio é equilibrar custo, interoperabilidade e manutenção, garantindo que o soldado do futuro no Brasil seja capaz de operar em ambientes complexos e conectados, com maior prontidão e proteção.


