Dupla de oficiais completou o Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais em São Pedro da Aldeia, com pousos embarcados e treinamentos de sobrevivência, fortalecendo a Aviação Naval
A Marinha do Brasil formou, pela primeira vez em sua história, duas mulheres na tradicional Aviação Naval, ao final do exigente Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais.
As Segundo-Tenentes Helena de Souza Monteiro Morais e Isabela Ferreira de Amorim concluíram a formação, marcada por etapas práticas, sobrevivência no mar e na selva, e pousos embarcados.
Essa conquista representa um marco para a inserção feminina em atividades operativas da Marinha e tende a inspirar novas candidatas à Aviação Naval, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Formação e exigências do CAAvO
O Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais, o CAAvO, é considerado um dos mais exigentes da carreira naval, incluindo adaptação fisiológica, navegação aérea, voo por instrumentos e pouso a bordo.
O processo de formação ocorre em São Pedro da Aldeia (RJ), sede da Aviação Naval, e passa por fases teóricas e práticas, com exames médicos, fisiológicos e psicológicos específicos para atividade aérea.
As oficiais treinaram no 1º Esquadrão de Helicópteros de Instrução (EsqdHI-1), onde realizam missões progressivas e eliminatórias até a missão operativa final.
Marco institucional e repercussão
A presença dessas duas oficiais na Aviação Naval tem impacto simbólico e institucional, ampliando a participação feminina em áreas operativas das Forças Armadas.
Segundo a Marinha do Brasil, “todos os requisitos exigidos às Oficiais foram exatamente os mesmos aplicados aos demais integrantes da turma”, o que reforça o padrão operacional da Aviação Naval e a igualdade de critérios.
Familiares e companheiros destacaram o nível de dedicação exigido, que inclui preparo físico, equilíbrio emocional e resiliência psicológica, competências essenciais para operações aéreas navais.
O papel estratégico da Aviação Naval
A Aviação Naval desempenha funções estratégicas, como defesa marítima, apoio a operações navais, busca e salvamento e proteção da Amazônia Azul.
A incorporação de novas aviadoras amplia o quadro operacional da Força e contribui para a modernização e diversidade de talentos, acompanhando a evolução das Forças Armadas em relação à presença feminina em funções operacionais.
Mais do que um evento simbólico, a conclusão do CAAvO pelas duas oficiais demonstra a maturidade da estrutura de formação e a tendência de crescimento da presença feminina em unidades operativas da Marinha.


