Simulação tática na Amazônia reforça preparo da tropa entre 4 e 15 de maio, com emprego do DSET, atuação de OCAs e foco em avaliação, segurança e integração tecnológica
O Exército Brasileiro conduziu um adestramento intensivo no bioma amazônico, com objetivo de elevar a prontidão operacional das tropas em ambientes de selva.
O treinamento ocorreu entre os dias 4 e 15 de maio de 2026, envolvendo a 23ª Brigada de Infantaria de Selva e centros de adestramento especializados.
As ações combinaram tecnologia de simulação, avaliação em tempo real e rotina de operações em campo, ampliando a capacidade de tomada de decisão das frações, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
DSET, imersão e avaliação em campo
O uso do Dispositivo de Simulação de Engajamento Tático, DSET, foi um dos pilares do exercício, permitindo reproduzir disparos, detectar impactos e monitorar a execução das ações das frações.
Essa tecnologia eleva o realismo do treinamento, ao mesmo tempo em que gera dados para análise de desempenho, o que torna a simulação tática na Amazônia mais precisa e útil para corrigir procedimentos.
As atividades foram realizadas nos municípios de Altamira, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio, no estado do Pará, ambientes com desafios logísticos e de mobilidade típicos da região.
Observadores, integração e padronização doutrinária
Observadores e Controladores do Adestramento, os OCAs do CA-Leste e do CA-Amazônia, acompanharam as operações em tempo real, oferecendo observações técnicas e orientações para melhorar técnicas e táticas.
A presença dos OCAs contribuiu para a padronização e para o intercâmbio de experiências entre as organizações, fortalecendo a interoperabilidade entre centros de adestramento e unidades operacionais.
Esse processo faz parte do esforço pelo alinhamento doutrinário e pela modernização do sistema de treinamento, com foco na eficiência e na preparação conjunta das frações.
Impacto humano e adaptação ao ambiente de selva
Além da técnica, o exercício fortaleceu aspectos humanos do adestramento, como disciplina, liderança, trabalho em equipe e resistência física e psicológica.
A simulação tática na Amazônia expõe as tropas a condições severas, com altas temperaturas, umidade intensa e vegetação densa, exigindo adaptação e coordenação elevadas para operações de selva.
O convívio em ambiente operacional intenso também aprimora a coesão entre militares, elemento essencial para missões de alta complexidade e desgaste.
Eficiência, segurança e modernização do adestramento
O emprego de sistemas de simulação reduz custos operacionais e amplia a segurança durante o treinamento, já que reproduz cenários complexos sem a necessidade de emprego massivo de munição real.
Além disso, a simulação permite a repetição controlada de cenários, o registro de dados operacionais e a revisão detalhada das ações executadas, o que aumenta a eficiência do processo de adestramento.
Ao integrar tecnologia, avaliação operacional e preparo humano, a simulação tática na Amazônia fortalece a prontidão da Força Terrestre para os desafios do combate moderno, aproximando práticas do Exército Brasileiro das tendências globais de adestramento.


