Exercícios anfíbios, navais e aeronavais realizados entre 22 e 28 de abril no litoral do Rio de Janeiro ampliaram a prontidão e a capacidade de atuação conjunta, com foco em técnicas, táticas e procedimentos
A operação integrada entre Brasil e França buscou elevar a interoperabilidade das esquadras por meio de exercícios complexos, incluindo fases embarcadas e desembarcadas que testaram logística e coordenação entre meios distintos.
O treinamento, realizado ao longo de uma semana, enfatizou a projeção de poder a partir do mar e a resposta a cenários realistas, com desembarques e emprego coordenado de navios e aeronaves.
Segundo a Marinha, a atividade reuniu, e explicitou, capacidades combinadas e reforçou laços operacionais, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil, incluindo a nota de que a operação ocorreu “Entre os dias 22 e 28 de abril” e reuniu “cerca de 1.700 militares dos dois países”.
Exercícios e meios empregados
Na sequência de exercícios houve emprego de diversos meios, entre eles “fragatas, submarinos, navios de desembarque e helicópteros”, que participaram de treinamentos de alta complexidade, como a atividade de “Guerra Antissubmarino”, manobras táticas e operações conjuntas entre convoos.
O uso combinado de plataformas permitiu validar comunicações, procedimentos de coordenação e capacidade de sustentação de operações por mar e ar, simulando cenários que exigem rapidez, interoperabilidade e controle do ambiente marítimo.
Assalto anfíbio e projeção de poder
O ponto alto do exercício foi o assalto anfíbio, quando embarcações de desembarque conduziram operações de desembarque de veículos militares e tropas, em exercícios que reproduziram cenários operacionais reais.
Essa atividade demonstrou a capacidade de projeção de poder a partir do mar, integrando logística, cobertura aérea e coordenação entre unidades navais e de fuzileiros, reforçando a prontidão operativa da Marinha.
Cooperação internacional e diplomacia naval
A interação com a Marinha da França possibilitou intercâmbio de técnicas, táticas e procedimentos, ampliando a capacidade de atuação conjunta em cenários complexos, e fortalecendo a diplomacia naval brasileira no plano internacional.
Além do ganho técnico e operacional, a operação consolida parcerias estratégicas, amplia a presença do Brasil em exercícios multinacionais e contribui para a segurança marítima regional, ao demonstrar aptidão para operações combinadas.
Impacto estratégico para a Esquadra
Para a Marinha, a participação em exercícios como a “Jeanne D’Arc 2026” reforça seu papel como instrumento de segurança marítima e projeção de poder, ao mesmo tempo em que aprimora a prontidão e a interoperabilidade com parceiros-chave.
O aprendizado gerado por essas ações tende a ser incorporado a doutrinas e treinamentos futuros, ampliando a capacidade da Esquadra de operar em coalizões, e de responder a desafios que exijam emprego coordenado de meios navais e aeronavais.


