Na SPIW 2026, a Marinha do Brasil exibiu simuladores, sistemas de realidade virtual, o Robô Expedicionário e maquetes do SNCA, unindo defesa, energia nuclear e inovação
A presença da Marinha do Brasil na primeira edição da São Paulo Innovation Week, entre os dias 13 e 15 de maio, aproximou a Força Naval do ecossistema de inovação e do público paulista.
No Mercado Livre Arena Pacaembu e na FAAP, a Marinha mostrou simuladores, robótica e projetos estratégicos, com foco em modernização e soberania tecnológica.
O estande trouxe equipamentos e debates sobre energia nuclear e SMRs, reforçando o papel da instituição na pesquisa e no desenvolvimento tecnológico, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Tecnologias exibidas e demonstrações ao público
Ao longo do evento, a Marinha do Brasil apresentou o Robô Expedicionário, utilizado em reconhecimento e monitoramento de ameaças NBQR, e o Simulador de Navegação de Paraquedas, desenvolvido pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV).
Também foram demonstrados o sistema SVETT/SAGRES-N, voltado à análise virtual de terreno e apoio à decisão, simuladores de tiro com Blue Gun e maquetes do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado (SNCA), do reator nuclear naval e da Fragata Classe Tamandaré.
Esses ativos mostram a integração entre inteligência artificial, simulação computacional e sistemas imersivos, aplicações cada vez mais presentes nas capacidades operacionais da Força Naval.
Debate sobre energia nuclear, SMRs e microrreatores
Nos painéis, representantes do CTMSP, AMAZUL, ENBPar e INB discutiram o papel dos SMRs (Small Modular Reactors) e dos microrreatores para a matriz energética brasileira.
Especialistas destacaram o potencial dessas tecnologias para geração estável de energia, dessalinização, produção de hidrogênio e abastecimento de áreas isoladas, ilustrando o caráter dual do Programa Nuclear da Marinha.
O debate reforçou a ideia de que energia nuclear pode ser um pilar para segurança energética, autonomia tecnológica e resposta a desafios geopolíticos e ambientais.
Integração com indústria, universidades e sociedade
A participação na SPIW abriu espaço para trocas entre a Marinha do Brasil, startups, universidades e centros de pesquisa, ampliando o intercâmbio de conhecimento em transformação digital e tecnologias disruptivas.
O espaço “Vem pra Marinha” mostrou oportunidades de carreira e projetos estratégicos, atraindo estudantes, pesquisadores e profissionais do setor tecnológico, fortalecendo a ligação entre defesa e sociedade.
Debates sobre defesa da Amazônia Azul, geopolítica e resposta a desastres ambientais reforçaram a importância do desenvolvimento científico como elemento central da segurança nacional.
Impacto estratégico e próximos passos
A participação da Marinha na SPIW 2026 acompanha a tendência global de integrar defesa, ciência e inovação, com foco em robótica, sistemas autônomos, cibernética e energia nuclear.
Programas como o SNCA e as Fragatas Classe Tamandaré, além dos sistemas de simulação apresentados, evidenciam o esforço para consolidar uma Base Industrial de Defesa capaz de reduzir dependência externa.
No atual cenário internacional, a interação entre Poder Naval, indústria e academia é crucial para ampliar a autonomia estratégica do País e acelerar a incorporação de tecnologias críticas.


