Entrega do Simulador Tático e do Centro de Suporte do Sistema de Combate, instalados na Base Naval do Rio de Janeiro, amplia treinamentos, testes de software e autonomia para as Fragatas
A nova etapa de capacitação operacional da Marinha do Brasil passa por estruturas de simulação e suporte nacional, voltadas ao emprego do Sistema de Gerenciamento de Combate.
O equipamento permite treinos imersivos em cenários realistas, antes do embarque, acelerando a curva de aprendizado e reduzindo riscos operacionais para as tripulações.
Além do treinamento, a infraestrutura viabiliza validação de atualizações e manutenção do sistema ao longo do ciclo de vida dos navios, com maior autonomia técnica.
conforme informação divulgada pela Atech, do Grupo Embraer.
Simulador Tático aumenta preparo das tripulações
O Simulador Tático foi projetado para reproduzir com alta fidelidade o funcionamento do Sistema de Gerenciamento de Combate, CMS, que integra sensores, armas, comunicações e comando e controle em tempo real.
Com o simulador, as equipes podem praticar identificação de ameaças, emprego de armamentos e tomada de decisão em cenários complexos, em ambiente seguro, o que reduz riscos e padroniza procedimentos.
O uso rotineiro da simulação permite que a Marinha treine táticas e operações antes mesmo do embarque, otimizando o tempo a bordo e elevando a prontidão operacional.
CSSC amplia autonomia e sustentação tecnológica
O Centro de Suporte do Sistema de Combate, CSSC, instalado no CASOP, permite configurar o Sistema de Combate, validar atualizações de software e realizar simulações táticas antes do emprego real das fragatas.
Essa estrutura amplia a autonomia da Marinha para manutenção e evolução dos sistemas, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros ao longo do ciclo de vida das embarcações.
A consolidação de uma capacidade de sustentação dentro do país fortalece a independência operacional e diminui vulnerabilidades estratégicas em tecnologia sensível.
Impacto industrial e geração de empregos
O avanço do Programa Fragatas Classe Tamandaré é conduzido pelo consórcio Águas Azuis, formado pela TKMS, Embraer Defesa & Segurança e Atech, e prevê a construção de quatro fragatas no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, SC.
As embarcações multipropósito, de cerca de 3.500 toneladas, foram concebidas para missões de defesa marítima, guerra antissubmarino, guerra antiaérea e patrulha oceânica, com sensores modernos, mísseis, torpedos e capacidade embarcada de helicópteros.
O programa deverá gerar aproximadamente 23 mil empregos diretos e indiretos ao longo da construção das quatro fragatas, estimulando setores de engenharia naval, sistemas eletrônicos e tecnologia da informação.
Ao integrar simulação avançada, suporte técnico nacional e indústria, a Marinha amplia a capacidade de manter e evoluir o Sistema de Combate em solo brasileiro, fortalecendo soberania tecnológica e a projeção estratégica no Atlântico Sul.


