Debate sobre a atuação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) no Teatro de Operações da Itália, a preservação documental e o papel de veteranos e pesquisadores em Pernambuco
A história da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial voltou ao centro das discussões acadêmicas e militares em Pernambuco, com atividades que visaram preservar relatos e documentos dos combatentes.
O encontro reuniu integrantes da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, pesquisadores, militares e estudantes em sessões realizadas no Colégio Militar do Recife e no Comando Militar do Nordeste.
“O Brasil foi o único país da América do Sul a enviar tropas para combate direto no front europeu, empregando aproximadamente 25 mil militares brasileiros entre 1944 e 1945 em operações contra forças do Eixo.”
conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Palestra, condução e público presente
A palestra foi conduzida por Marcos Renault, presidente da ANVFEB Belo Horizonte, que abordou aspectos ligados à atuação da FEB no Teatro de Operações da Itália ao lado das forças aliadas, e atraiu veteranos, pesquisadores e estudantes.
A presença da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, Regional Pernambuco, reforçou o compromisso com a preservação da memória dos chamados “pracinhas” e com a manutenção de arquivos e relatos orais.
Batalhas, desempenho e legado militar
A atuação da FEB incluiu importantes batalhas em território italiano, como Monte Castello, Castelnuovo, Montese e Fornovo di Taro, episódios que consolidaram a participação brasileira no esforço aliado durante o conflito.
Além dos combates, a experiência expedicionária contribuiu para a modernização doutrinária do Exército Brasileiro e para o fortalecimento das relações internacionais do País no pós-guerra.
Preservação documental e papel das associações
Outro aspecto relevante abordado durante o encontro foi a importância da preservação documental e histórica da participação brasileira na guerra, tema central para pesquisadores e militares presentes.
Entidades como a ANVFEB desempenham papel fundamental na manutenção da memória dos veteranos, no estímulo à pesquisa histórica e na valorização dos feitos dos combatentes brasileiros.
Impacto educacional e institucional
Atividades como palestras e exposições aproximam novas gerações da história militar, fortalecendo valores ligados à cidadania, ao patriotismo e à identidade nacional, além de inspirar estudos acadêmicos sobre Defesa.
A participação do pesquisador Augusto Maranhão reforçou o caráter científico do evento e mostrou a importância da integração entre pesquisadores civis, instituições militares e associações de veteranos para manter viva a memória da FEB.


