Visitas da FINEP, nos dias 23 e 24 de junho, acompanharam projetos de comunicações militares, radares multimissão e produção de fibra de carbono, reforçando a soberania tecnológica
O Centro Tecnológico do Exército recebeu análises técnicas da agência de fomento FINEP nos dias 23 e 24 de junho, para avaliar projetos considerados estratégicos para a Defesa Nacional.
Entre os programas visitados estão o Rádio Definido por Software de Defesa, o Radar SABER M200 Multimissão, o Radar de Contrabateria e a iniciativa TECFIBRA, dedicada à produção nacional de fibra de carbono.
As visitas tiveram como objetivo acompanhar o andamento dos convênios e discutir novas propostas que ampliem a autonomia industrial e a soberania tecnológica, conforme informações divulgadas pelo CTEx.
RDS Defesa, comunicações seguras e interoperabilidade
O projeto do Rádio Definido por Software de Defesa, conhecido como RDS Defesa, busca permitir comunicações militares mais seguras, flexíveis e atualizáveis por software, garantindo integração entre diferentes meios operacionais.
Essa tecnologia amplia a proteção de dados estratégicos, elemento essencial em operações conjuntas e em ambientes com guerra eletrônica, além de reduzir dependência de fornecedores externos.
Radar SABER M200 e Radar de Contrabateria
O Radar SABER M200 Multimissão representa uma nova geração de radares nacionais, com maior alcance e a capacidade de acompanhar vários alvos simultaneamente, apoiando sistemas de defesa antiaérea.
O Radar de Contrabateria foi concebido para localizar rapidamente posições inimigas de artilharia, elevando a capacidade de resposta em cenários de alta intensidade, o que reforça a prontidão operacional da Força Terrestre.
TECFIBRA e a produção nacional de fibra de carbono
O programa TECFIBRA visa à produção de fibra de carbono em território nacional, material estratégico para aplicações militares, aeronáuticas, espaciais, energéticas e industriais.
O domínio dessa tecnologia reduz vulnerabilidades externas, fortalece a Base Industrial de Defesa, e cria potencial de transferência de conhecimento para setores civis, como aviação, energia renovável e mobilidade sustentável.
Impactos econômicos, científicos e a busca por soberania tecnológica
Além dos ganhos operacionais, os projetos do CTEx mobilizam pesquisadores, engenheiros, universidades e empresas nacionais, contribuindo para a formação de especialistas e a geração de empregos qualificados.
A atuação da FINEP como agência de fomento integra centros de pesquisa, instituições acadêmicas e a indústria, criando um ambiente propício à inovação e à retenção de talentos, e ampliando a competitividade tecnológica do país.
Com esses programas, o CTEx reforça seu papel como polo de inovação militar na América Latina, ao mesmo tempo em que avança na construção da soberania tecnológica e na consolidação da Base Industrial de Defesa brasileira.


