terça-feira
11 agosto

Exército Brasileiro e IDQBRN participam de workshop da ONU e OPAQ em Haia, fortalecem Defesa QBRN diante da biotecnologia, inteligência artificial e riscos químicos e biológicos

Debate sobre governança, inovação e prevenção, com troca de experiências entre militares, cientistas e organismos multilaterais para atualizar capacidades de Defesa QBRN

O Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, o IDQBRN, representou o Exército Brasileiro em um workshop internacional realizado em Haia, na Holanda.

O encontro foi promovido pela OPAQ e pela ONU, e reuniu especialistas, pesquisadores e representantes governamentais de vários países.

Os debates focaram os impactos de tecnologias emergentes sobre regimes de não proliferação e desarmamento, e na necessidade de atualização das capacidades brasileiras, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.

Participação internacional e intercâmbio técnico

A presença do IDQBRN no evento reforça a inserção estratégica do Brasil em fóruns multilaterais dedicados à segurança coletiva, e amplia a cooperação com organismos que atuam na formulação de políticas de prevenção.

Durante o workshop, houve troca de experiências entre instituições militares, organismos internacionais e a comunidade científica, o que contribui para a visibilidade do país e para o fortalecimento da Defesa QBRN em nível global.

Novas tecnologias desafiam mecanismos tradicionais

Especialistas debatiram como áreas como biotecnologia, inteligência artificial, automação laboratorial, engenharia genética e tecnologias digitais geram oportunidades para a ciência, e ao mesmo tempo impõem riscos para os regimes de controle.

Os participantes destacaram a necessidade de aperfeiçoar normas, procedimentos e instrumentos de cooperação, para que os mecanismos de desarmamento e não proliferação acompanhem a evolução tecnológica, e reduzam o risco de uso indevido.

Capacitação contínua e incorporação de conhecimentos

Segundo o Exército Brasileiro, os conhecimentos adquiridos no workshop serão incorporados às atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, capacitação de pessoal e assessoramento técnico conduzidas pelo Instituto.

A atualização técnica e científica permanente foi apontada como essencial para que a Força Terrestre mantenha prontidão diante de ameaças cada vez mais complexas, e para que a Defesa QBRN evolua com padrões internacionais.

Compromisso com a não proliferação e segurança coletiva

A participação brasileira no evento reafirma o compromisso do país com regimes internacionais de não proliferação e desarmamento, e com o uso responsável da ciência e da tecnologia.

A atuação conjunta entre instituições de defesa, organismos multilaterais e a comunidade científica é vista como fator determinante para enfrentar ameaças contemporâneas, fortalecer a segurança coletiva, e modernizar a capacidade de resposta a riscos químicos e biológicos.

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