sexta-feira
5 junho

Marinha discute como a computação quântica pode comprometer a criptografia de dados estratégicos do Brasil, e acelera pesquisa em criptografia pós-quântica com universidades e indústria

No 1º Simpósio de Criptografia Pós-Quântica de Defesa, a Marinha buscou antecipar ameaças da computação quântica a sistemas de comunicação, e planejar respostas tecnológicas integradas

Especialistas de instituições de pesquisa, universidades, empresas de tecnologia e organizações de Defesa se reuniram para debater os impactos da computação quântica sobre a proteção de dados estratégicos do país.

O encontro teve como foco os desafios que futuros computadores quânticos poderão impor aos sistemas de criptografia hoje usados para proteger comunicações, registros e infraestruturas críticas.

O debate ocorreu durante o 1º Simpósio de Criptografia Pós-Quântica de Defesa, no Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro, conforme informações divulgadas pela Marinha do Brasil.

Por que a computação quântica preocupa a Defesa

A computação quântica usa qubits em vez de bits, permitindo cálculos muito mais rápidos em problemas específicos, o que traz benefícios para pesquisa e inteligência, e que ao mesmo tempo coloca em risco algoritmos criptográficos tradicionais.

Especialistas alertam que chaves e algoritmos hoje amplamente adotados podem se tornar vulneráveis quando máquinas quânticas plenamente funcionais estiverem disponíveis, comprometendo a confidencialidade de comunicações militares e dados de longa validade.

Criptografia pós-quântica como resposta

A criptografia pós-quântica foi apontada no simpósio como a principal linha de defesa, por desenvolver algoritmos projetados para resistir a ataques de computadores quânticos.

O objetivo é proteger informações estratégicas não apenas no presente, mas ao longo de anos, evitando que documentos e registros produzidos hoje sejam decifrados no futuro.

Integração entre Defesa, academia e indústria

O evento reuniu representantes do CTMRJ, do Centro de Análises de Sistemas Navais, do Instituto Militar de Engenharia, e de universidades como UFF, USP e UNICAMP, entre outras organizações, mostrando que a cooperação é essencial.

A troca de conhecimento entre Marinha, centros de pesquisa e setor produtivo é considerada fundamental para acelerar soluções nacionais em criptografia pós-quântica e fortalecer a autonomia tecnológica do Brasil.

Pesquisa, inovação e preparação estratégica

Ao estimular debates e integrar atores diversos, a Marinha reforça a necessidade de investir em pesquisa, formação de profissionais e desenvolvimento de tecnologia para preservar a soberania digital.

Além da agenda técnica, o simpósio sinaliza que a segurança da informação passa a ser elemento central das políticas de Defesa, com prioridade sobre comunicações, comando e controle, e proteção de bancos de dados governamentais.

Para sugestões de matérias ou correções, a Marinha indicou contato via WhatsApp 21 99459-4395, conforme a nota de divulgação do simpósio.

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