No evento em Aracaju, a Marinha do Brasil e a Capitania dos Portos de Sergipe lançaram o documentário Vital: memórias que não naufragaram, resgatando relatos sobre o Vital de Oliveira e seu legado
O documentário reuniu veteranos, familiares e autoridades em uma solenidade que misturou emoção e reconhecimento público.
O destaque foi a homenagem ao Primeiro-Tenente (Ref.) Girgazes Agostinho de Brito, hoje com 101 anos, que participou como protagonista e testemunha viva daquele episódio naval.
A produção, assinada pelo Centro de Comunicação Estratégica da Marinha do Brasil, tem o objetivo de preservar memórias, transmitir valores e aproximar a sociedade da tradição marítima, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de Sergipe.
História do Navio-Auxiliar e depoimentos
O filme conta a trajetória do Navio-Auxiliar Vital de Oliveira, com relatos que buscam manter viva a memória institucional da Força. A obra reúne depoimentos de sobreviventes, registros históricos e homenagens aos tripulantes, em um esforço para transmitir às novas gerações os valores da tradição marinheira.
Segundo a organização do evento, o documentário apresenta testemunhos que resgatam episódios marcantes e explicam por que a história do Vital de Oliveira segue presente na memória naval do Brasil.
Homenagens e presença de veteranos
A cerimônia em Aracaju destacou a figura de Girgazes Agostinho de Brito, recebido por autoridades civis e militares, familiares e membros da comunidade marítima sergipana. A presença do veterano transformou o lançamento em um elo vivo entre passado e presente.
Além disso, a Capitania dos Portos de Sergipe prestou homenagem in memoriam ao Primeiro-Tenente Berilo Rodrigues Figueiredo, veterano da Segunda Guerra Mundial, com a placa entregue ao seu filho, o Capitão de Mar e Guerra (Reserva) Berivaldo Vieira Figueiredo, ex-Capitão dos Portos de Sergipe.
Memória institucional e mentalidade marítima
A Marinha reforça que a memória histórica constitui patrimônio estratégico da Nação, e iniciativas como o documentário ajudam a formar uma consciência coletiva sobre o mar e a defesa. O material visa democratizar o acesso a relatos que, de outra forma, poderiam se perder com o tempo.
O texto divulgado lembra ainda que o Brasil possui mais de 8,5 mil quilômetros de litoral, e que a preservação de histórias como a do Vital de Oliveira contribui para valorizar o Poder Marítimo e formar novas gerações conscientes da importância dos espaços marítimos para a economia e a soberania nacional.
Impacto cultural e educativo
Documentários militares, segundo os organizadores, não apenas registram acontecimentos, como também aproximam o público civil de temas estratégicos relacionados ao mar, à defesa e à identidade nacional.
Ao transformar relatos individuais em patrimônio cultural acessível, a produção busca ampliar o alcance da memória institucional e estimular o interesse de estudantes, pesquisadores e cidadãos pela história naval do Brasil.
O lançamento em Aracaju, realizado em 17 de junho, reforçou o papel das Forças Armadas na preservação da memória e na promoção do diálogo com a sociedade, completando a proposta do documentário de manter vivas as memórias que não naufragaram.


