No centenário em Furnas, a Marinha em Minas Gerais reforça sua presença no interior, destaca a Base Aérea Expedicionária, a proteção de infraestruturas críticas e a capacidade expedicionária
A cerimônia em Furnas marcou os 100 anos oficiais da atuação da Marinha em território mineiro, com inauguração de placa comemorativa e exposição de aeronave. A mobilização também expôs o papel da Força em ações de proteção e resposta a emergências.
Durante o evento, moradores, autoridades e estudantes puderam ver de perto equipamentos e demonstrações dos Fuzileiros Navais, além do helicóptero IH-6B Bell Jet Ranger III, que simboliza a formação de aviadores navais e o apoio às operações.
No encerramento da introdução, a notícia foi divulgada com base na cobertura do evento, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Um século de história institucional
A relação institucional entre a Marinha e o estado começou com a criação da Capitania dos Portos do Estado de Minas Gerais, instituída em 1926 pelo presidente Artur Bernardes. Ao longo de cem anos, a presença evoluiu para uma estrutura que hoje inclui a Capitania Fluvial de Minas Gerais, em Belo Horizonte, a Delegacia Fluvial de Pirapora e a Delegacia Fluvial de Furnas.
Essas unidades são responsáveis pela fiscalização da navegação, habilitação de condutores e salvaguarda da vida humana nas águas interiores, reforçando a razão de ser da Marinha em Minas Gerais para além do litoral.
Furnas, base estratégica para proteção de infraestruturas
A região de Furnas abriga um complexo hidrelétrico que abastece parte do Sudeste, o que confere ao local importância estratégica nacional. Em 2022, foi instalada a Base Aérea Expedicionária da Marinha em Furnas, permitindo treinamentos em ambiente ribeirinho e logística para diferentes cenários operacionais.
A presença da Marinha em Furnas fortalece a proteção de instalações consideradas críticas, e a Delegacia Fluvial de Furnas também atua na fiscalização das embarcações e na promoção da cultura de segurança da navegação.
FRIDA e a demonstração de prontidão expedicionária
Enquanto celebrava o centenário, a Marinha mantinha cerca de 100 militares brasileiros na Venezuela, onde a Força de Resposta Imediata a Desastres Naturais, FRIDA, presta assistência após o terremoto que atingiu o país. A unidade, que treinava na região de Furnas, desmontou a estrutura e embarcou em aeronaves KC-390 em menos de 12 horas.
O hospital de campanha brasileiro já realizou mais de 130 atendimentos, incluindo procedimentos cirúrgicos de maior complexidade, evidenciando a prontidão e a capacidade de integração entre as Forças Armadas.
Proximidade com a sociedade e foco na salvaguarda
As demonstrações em Furnas tinham também objetivo de aproximar a população das ações militares e reforçar a transparência institucional. Equipamentos, helicópteros e viaturas blindadas foram exibidos ao público, para mostrar como a Marinha se prepara para diferentes missões.
Na solenidade, o Almirante reforçou a importância da cultura de segurança, ao afirmar, “Quem anda na água tem que ter a noção exata da salvaguarda da vida humana. O colete salva-vidas, assim como o cinto de segurança, salva vidas”, frase que sintetiza a preocupação com a segurança dos navegantes e ribeirinhos.
A integração com municípios e o Governo de Minas Gerais tem fortalecido a sensação de segurança local e a capacidade operacional dos Fuzileiros Navais, enquanto a Marinha em Minas Gerais consolida seu papel estratégico, tanto na defesa de infraestruturas quanto no apoio a ações humanitárias e à defesa civil.
Como disse o comando, “As Forças Armadas trabalham para o povo brasileiro. Mostrar como nos preparamos para garantir a soberania nacional e receber o reconhecimento da população é a maior recompensa para nossos militares”, reforçando a missão pública da instituição.


