Celebração religiosa a bordo ressaltou a trajetória operacional da embarcação, seu papel como Capitânia da Esquadra e a assistência humanitária em ações como enchentes em Rio Grande
Três momentos marcaram a cerimônia que reuniu autoridades navais, militares e representantes do Ordinariado Militar do Brasil, com cultos e missas para celebrar anos de serviço e prontidão.
A programação destacou a importância da vida espiritual a bordo, a versatilidade operacional da embarcação e seu emprego em missões de socorro e operação anfíbia.
Conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco, a celebração marcou a data e lembrou missões recentes do navio, além de reforçar o compromisso institucional com a população.
Uma celebração de fé e unidade
A Santa Missa em ação de graças foi presidida por Dom Marcony Vinícius Ferreira e concelebrada por sacerdotes do Serviço de Assistência Religiosa da Marinha, em ato que uniu fé e disciplina militar.
Na homilia, o Arcebispo traçou um paralelo entre a missão do Apóstolo São Pedro e a trajetória da Capitânia da Esquadra, ressaltando o compromisso com a defesa da Pátria e o serviço à sociedade brasileira.
Também foi realizado um culto evangélico, conduzido pelo Capelão Naval Primeiro-Tenente Pastor Wellington, para os integrantes da tripulação que professam essa fé, demonstrando a diversidade de assistência espiritual a bordo.
Capitânia da Esquadra e capacidades operacionais
O navio foi “celebrado, em 29 de junho de 2026, seus oito anos de incorporação à Marinha do Brasil”, em uma cerimônia que ressaltou sua evolução desde 2018.
Desde então, o Navio-Aeródromo Atlântico consolidou-se como o principal vetor expedicionário da Marinha, com capacidade para operar helicópteros, transportar tropas e abrigar estruturas hospitalares embarcadas.
Na condição de Capitânia da Esquadra, a embarcação funciona como plataforma de comando e controle, coordenando meios navais, aeronavais e anfíbios em operações complexas, o que foi reafirmado pelo Vice-Almirante Cambra, Comandante em Chefe da Esquadra.
Resposta a emergências e proteção da Amazônia Azul
Durante a celebração, foi lembrada a participação do navio em operações de apoio à população, incluindo missões nas enchentes que atingiram o município de Rio Grande, no RS.
O uso da embarcação em ações humanitárias mostra sua função dupla, como instrumento de defesa e como plataforma de auxílio em crises, ampliando a presença estatal no mar.
O Atlântico contribui para a proteção da Amazônia Azul, região estratégica que concentra recursos minerais e rotas comerciais, fortalecendo a soberania nacional sobre interesses marítimos.
Assistência religiosa e bem-estar a bordo
O Serviço de Assistência Religiosa da Marinha e o Ordinariado Militar do Brasil atuam de forma contínua para oferecer suporte espiritual e moral à tripulação.
Essas ações, segundo a cerimônia, fortalecem valores como solidariedade, compromisso e disciplina, aspectos essenciais para a vida militar e para o atendimento à população em situações de crise.
Ao completar oito anos de atividade operacional, a embarcação reafirma sua relevância para missões futuras, unindo tradição, tecnologia e compromisso social na atuação do Poder Naval brasileiro.


