PROSUB aproximou estudantes dos cursos de Defesa e Gestão Estratégica Internacional e Relações Internacionais da UFRJ do Complexo Naval de Itaguaí, com foco na Amazônia Azul e na formação de mão de obra especializada
Uma comitiva de docentes e estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dos cursos de Defesa e Gestão Estratégica Internacional e de Relações Internacionais, realizou uma visita técnica ao Complexo Naval de Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro.
A atividade ocorreu em 25 de junho, e teve como objetivo aproximar o meio acadêmico de um dos principais projetos estratégicos da Defesa Nacional, o PROSUB.
A troca entre universidade e Marinha permitiu contato direto com processos de construção naval, integração de sistemas e formação técnica, e reforçou a importância da proteção da Amazônia Azul, conforme informação divulgada pelo PROSUB.
O que foi visto pelos alunos
Durante a visita, os participantes conheceram instalações e setores do Complexo Naval de Itaguaí, onde são construídos os submarinos da Classe Riachuelo e desenvolvidas tecnologias para projetos futuros.
Os estudantes acompanharam etapas de montagem e tiveram explicações sobre sistemas de combate, automação e integração de plataformas, áreas que demonstram o grau de complexidade do programa.
O papel estratégico do PROSUB
PROSUB foi criado em 2008 por meio de uma parceria entre Brasil e França, e tem como metas a construção de quatro submarinos convencionais, o desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear, e a implantação de estaleiros e bases navais em Itaguaí.
O programa está diretamente ligado à proteção da Amazônia Azul, área marítima de aproximadamente 3,5 milhões de km², e é apontado como fundamental para a soberania e para a capacidade de dissuasão estratégica da Marinha do Brasil.
Impacto industrial e capacitação
Além da construção dos submarinos da Classe Riachuelo, o PROSUB viabiliza o desenvolvimento do Submarino Convencionalmente Armado com Propulsão Nuclear, chamado também de SCPN, colocando o Brasil entre as nações que dominam tecnologias estratégicas dessa natureza.
O programa promove transferência de conhecimento e formação de mão de obra altamente especializada, fortalecendo a engenharia naval nacional e impulsionando setores como metalurgia, eletrônica, automação e pesquisa científica aplicada à defesa.
Universidade, Marinha e a cultura de Defesa
A aproximação entre a comunidade acadêmica e instituições militares ajuda a consolidar uma cultura nacional de defesa, e contribui para formar profissionais capazes de lidar com questões de soberania, geopolítica e segurança marítima.
A visita contou com o apoio da Capitão-Tenente Gisa Costa e do Suboficial (RM1-ET) Ariosvaldo Rodrigues, cuja organização e hospitalidade foram reconhecidas pelos participantes, evidenciando o compromisso da Marinha do Brasil com a difusão do conhecimento e a aproximação institucional com a sociedade.
Ao abrir suas instalações, o PROSUB demonstra que projetos estratégicos dependem não só de investimentos materiais, mas também da formação contínua de capital humano, da pesquisa científica e da construção de uma consciência nacional voltada à valorização da soberania marítima.


