Projeto reúne Marinha do Brasil, engenheiros e pesquisadores para testar a batimetria por satélite no Lago Guaíba, ampliando dados de profundidade, morfologia e segurança da navegação
A Capitania Fluvial de Porto Alegre recebeu representantes da sociedade civil, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul para debater novas ferramentas de observação remota.
O foco da reunião foi a aplicação da batimetria por satélite para estimar profundidade e mapear a morfologia do leito no Lago Guaíba, com potencial para complementar levantamentos tradicionais.
Os participantes discutiram usos da tecnologia para navegação, planejamento de obras e monitoramento ambiental, conforme informação divulgada pela Capitania Fluvial de Porto Alegre.
Cooperação institucional e participantes
A iniciativa reforça a aproximação entre a Marinha do Brasil, universidades e entidades de engenharia para desenvolver soluções tecnológicas voltadas ao ambiente aquático gaúcho.
Participaram do encontro o Sergio Klein, Amigo da Marinha; Leonardo Treiguer, presidente da SERGS; Edgar Bortolini, da Faculdade de Engenharia da PUCRS; e Romano Botin, integrante do Conselho da SERGS.
Como funciona a batimetria por satélite
A batimetria por satélite é um método de sensoriamento remoto que utiliza imagens de satélite para estimar a profundidade e características do fundo de corpos d’água, por meio da análise espectral da coluna d’água.
Essa tecnologia pode gerar mapas de grande extensão com rapidez, servindo como complemento a levantamentos sonar e inspeções in loco, especialmente em áreas amplas como o Lago Guaíba.
Aplicações para navegação e gestão ambiental
Os dados obtidos com a batimetria por satélite podem apoiar estudos de navegabilidade, atualização de cartas hidrográficas, planejamento de intervenções portuárias e monitoramento de mudanças ambientais.
Ao combinar conhecimento acadêmico da PUCRS e a experiência técnica da Capitania Fluvial de Porto Alegre e da SERGS, a iniciativa amplia as capacidades de gestão de recursos hídricos no Rio Grande do Sul.
Próximos passos e compromisso com a inovação
Segundo a Capitania Fluvial de Porto Alegre, o diálogo institucional fortalece o intercâmbio de conhecimentos e estimula projetos conjuntos de inovação tecnológica com potencial de beneficiar o estado.
O avanço para testes práticos e a combinação de batimetria por satélite com levantamentos tradicionais devem ser as etapas seguintes, com foco em navegação segura, pesquisa científica e uso sustentável do Lago Guaíba.


