Exercício INTERPOTEX LE-I/2026 reforça defesa do Porto de Ilhéus, mobiliza Comando do 2º Distrito Naval, CODEBA e cerca de 120 militares para segurança portuária

No Porto de Ilhéus, o treino foca em técnicas, táticas e procedimentos para a defesa do Porto de Ilhéus, integrando meios navais e autoridade portuária, sem interromper operações normais

O exercício tem como objetivo aprimorar a proteção de instalações portuárias e fortalecer a capacidade de resposta a cenários de elevação do nível de segurança ou de conflito.

A operação combina manobras, protocolos de comando e logística, com atenção à continuidade das atividades comerciais e logísticas do porto.

As informações sobre o início e o planejamento do exercício foram divulgadas oficialmente, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

O que é e quando ocorre

Trata-se do INTERPOTEX LE-I/2026, conduzido pelo Comando do 2º Distrito Naval (Com2ºDN), em parceria com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), e, segundo a Marinha, a operação segue até 24 de agosto.

O treinamento é descrito pela Marinha como sendo realizado em caráter de adestramento e, segundo a corporação, não altera a rotina operacional do Porto de Ilhéus, exceto pelas medidas de segurança necessárias à execução do treinamento.

Forças e unidades envolvidas

O exercício reúne aproximadamente 120 militares de diferentes organizações subordinadas ao Com2ºDN, incluindo o 2º Batalhão de Operações Litorâneas de Fuzileiros Navais, o Hospital Naval de Salvador, a Estação Rádio da Marinha em Salvador e a Delegacia da Capitania dos Portos em Ilhéus.

Na prática, participam o 2º Batalhão de Operações Litorâneas de Fuzileiros Navais (2º BtlOpLitFN), o Hospital Naval de Salvador (HNSa), a Estação Rádio da Marinha em Salvador (ERMS) e a Delegacia da Capitania dos Portos em Ilhéus (DelIlhéus), além da CODEBA, o que fortalece a cooperação entre autoridade portuária e Marinha.

Objetivos operacionais e impacto local

O principal foco é treinar técnicas, táticas e procedimentos específicos de defesa portuária, com ênfase em proteção de infraestrutura crítica e apoio às atividades portuárias, preparando as forças para cenários que exijam reforço da segurança de instalações marítimas.

A iniciativa também avalia protocolos de comando, coordenação, logística e resposta operacional, com o propósito de garantir a continuidade das operações em um porto considerado estratégico para a economia e para a infraestrutura marítima da Bahia.

Contexto estratégico

De acordo com a Marinha, a defesa de portos integra as missões relacionadas à proteção da chamada Amazônia Azul, conceito que abrange as águas jurisdicionais brasileiras e suas infraestruturas estratégicas.

Treinamentos como o INTERPOTEX contribuem para aperfeiçoar a integração entre diferentes meios empregados em operações de defesa de áreas portuárias e para assegurar que, em situações de crise, a movimentação de cargas e a atividade logística sejam preservadas.

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