Capitão Rodrigo Garcia falou sobre Amazônia Azul, Autoridade Marítima, fiscalização e programas de Ensino Profissional Marítimo que impactam a economia do mar em Alagoas
Estagiários da ADESG – Alagoas participaram de uma palestra na Capitania dos Portos de Alagoas para conhecer a atuação da Marinha no estado, com foco em temas estratégicos e educativos.
O encontro foi conduzido pelo Capitão de Fragata Rodrigo Garcia, que explicou conceitos como Amazônia Azul e a relação entre defesa, geopolítica e desenvolvimento marítimo.
Os dados e as ações apresentadas reforçam a ligação entre segurança, economia e formação profissional, conforme informação divulgada pela Capitania dos Portos de Alagoas.
Amazônia Azul, geopolítica e defesa como responsabilidade coletiva
O conceito de Amazônia Azul ganhou centralidade na exposição. Criado em 2004, ele representa cerca de 5,7 milhões de km² de área marítima brasileira, incluindo a Zona Econômica Exclusiva e a plataforma continental estendida, explicou o comandante.
Nessa área circulam aproximadamente 95% do comércio exterior do país, além de estarem concentrados 90% da produção de petróleo e 85% do gás natural nacional, dados que mostram a importância estratégica do mar para o Brasil.
A Capitania e a Marinha aquém da linha do horizonte, ações e fiscalização
O comandante esclareceu os dois papéis da Marinha, o de Força Naval e o de Autoridade Marítima, exercido pelas Capitanias dos Portos, com foco na segurança e na regulação do ambiente marítimo.
Com um efetivo aproximado de 120 militares, a organização fiscaliza mais de 250 km de litoral e cerca de 280 km de vias fluviais, e tem presença em áreas turísticas e em polos de navegação.
Durante a Operação Navegação Segura, iniciada em dezembro, já foram realizadas mais de 5 mil abordagens, com centenas de notificações e apreensões, conforme apresentado na palestra.
Pilares da atuação e iniciativas locais
A Capitania atua, em Alagoas, com três pilares centrais, segurança da navegação, salvaguarda da vida humana no mar, e prevenção da poluição hídrica, que orientam ações de fiscalização e educação.
Entre as medidas detalhadas estiveram a regulamentação do uso obrigatório de coletes salva-vidas em piscinas naturais, a fiscalização do aluguel irregular de motos aquáticas, e o ordenamento náutico em municípios como Barra de São Miguel.
Economia do Mar, formação profissional e impacto social
A palestra também destacou a ligação direta entre a Marinha e a Economia do Mar, responsável por cerca de 20% do PIB brasileiro, e a necessidade de qualificar profissionais que atuam no setor.
Alagoas possui forte vocação marítima, com mais de 2.500 embarcações de transporte de passageiros na área do 3º Distrito Naval, e o turismo náutico depende da capacitação de jangadeiros, pescadores, portuários e condutores de embarcações.
A Capitania promove cursos gratuitos por meio do Ensino Profissional Marítimo, com foco na geração de emprego, inclusão social e fortalecimento da indústria naval local.
Parceria estratégica com a ADESG e multiplicação do conhecimento
A aproximação entre a Capitania e a ADESG foi destacada como estratégica, porque os estagiários tornam-se multiplicadores de informação sobre defesa, soberania e cultura oceânica.
Iniciativas como campanhas ambientais, doações sociais e projetos educativos, incluindo os Escoteiros do Mar, também foram apresentadas como ferramentas de formação cidadã e aproximação da Marinha com a sociedade.
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