Aliança técnica entre Marinha, Taurus e BNDES prevê estudos, testes e avaliação operacional liderados pelo Corpo de Fuzileiros Navais, com foco em conteúdo local e inovação
A Marinha do Brasil, por meio do Corpo de Fuzileiros Navais, e a Taurus Armas S.A. celebraram um Protocolo de Intenções apoiado institucionalmente pelo BNDES para estudar e viabilizar novos equipamentos de combate.
O objetivo é desenvolver armamento leve, armas coletivas e drones armados, alinhando requisitos técnicos às necessidades da tropa de pronto emprego, e fortalecendo a Base Industrial de Defesa nacional.
O acordo prevê dois anos de trabalhos, com avaliações práticas em ambiente operacional e possíveis instrumentos jurídicos futuros para produção e aquisição, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Desenvolvimento tecnológico orientado pela experiência operacional
O Corpo de Fuzileiros Navais será responsável por transformar a experiência de combate em requisitos técnicos objetivos, orientando o desenvolvimento de novos sistemas e assegurando a homologação dos produtos em ambiente real de emprego.
A proposta busca garantir que os materiais suportem as exigências das missões, e que os projetos estejam em sintonia com as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, ampliando a autonomia tecnológica do setor.
Papel industrial da Taurus e tecnologias previstas
A Taurus atuará como o braço industrial e tecnológico da parceria, mobilizando equipe especializada e disponibilizando instalações laboratoriais para testes e validações, segundo o protocolo assinado.
A iniciativa inclui atuação em calibres específicos, citando expressamente 5,56 mm, 7,62 mm e .50., e marca um movimento da empresa no segmento de armamento militar, com prioridade para aumento do conteúdo local.
Apoio do BNDES e cronograma
Sobre o suporte financeiro, “O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a importância da parceria para o resgate e fortalecimento da indústria nacional de defesa, ressaltando o papel estratégico dos Fuzileiros Navais como tropa de pronto emprego.”
“Com vigência de dois anos, o protocolo prevê reuniões periódicas para acompanhamento das análises de viabilidade. Caso os estudos apontem soluções promissoras, novos instrumentos jurídicos poderão ser celebrados para viabilizar a aquisição e produção dos sistemas desenvolvidos.”
Impacto para a Base Industrial de Defesa
A parceria tende a ampliar a capacidade nacional de projetar e produzir sistemas estratégicos, reduzindo dependência externa e incentivando inovação local, com a participação operacional do CFN e o know-how industrial da Taurus, e com possibilidade de apoio do BNDES à execução dos projetos.


