Na Operação Orion, 16 militares brasileiros realizam aclimatação no 126° RI em Brive-la-Gaillarde e exercícios a bordo do PHA Mistral, em temperaturas de 3°C e 9°C, visando interoperabilidade
A participação dos Fuzileiros Navais brasileiros na Operação “Orion” inicia uma fase de integração operacional intensa com a Marinha da França.
As atividades combinam treino terrestre e embarcado, adaptação ao frio e alinhamento técnico aos padrões europeus de comando e controle.
O embarque e os exercícios, segundo a cobertura da ação, ressaltam ganhos em interoperabilidade e doutrina, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Integração terrestre, aclimatação e padrões OTAN
O pelotão do Corpo de Fuzileiros Navais iniciou as ações no 126° Regimento de Infantaria (126e RI), em Brive-la-Gaillarde, para aclimatação e ajustes logísticos.
As primeiras atividades focaram em integração aos sistemas de Comando e Controle, exigindo adaptação a protocolos compatíveis com a OTAN, além de instruções sobre armamento, tiro e Técnicas, Táticas e Procedimentos.
O clima foi desafio, com temperaturas entre 3°C e 9°C, forçando adaptações físicas e operacionais durante marchas táticas com carga completa.
Fase naval e projeção de poder anfíbio
Concluída a fase terrestre, os 16 militares, entre Oficiais e Praças, seguiram para a etapa naval, embarcando no PHA Mistral, plataforma central para operações anfíbias.
A bordo, os fuzileiros participam de ensaios para operações de grande escala, testando desembarques, coordenação embarque-desembarque e prontidão para cenários de resposta a crises.
Ganhos estratégicos e diplomacia de Defesa
Participar de uma manobra complexa liderada pela Marinha Francesa reforça laços bilaterais e amplia troca de experiências em logística, comunicações e planejamento.
Para o Brasil, a integração eleva a capacidade expedicionária, aperfeiçoa doutrina anfíbia e fortalece a interoperabilidade com forças aliadas.
Rumo à consolidação e próximos passos
A Operação “Orion” segue até o dia 4 de março e, durante esse período, busca consolidar procedimentos multinacionais e elevar o padrão técnico do contingente brasileiro.
A convivência diária entre as tropas deve aprofundar confiança mútua e alinhamento doutrinário, elementos que ampliam a projeção e a atuação conjunta em exercícios futuros.


