Primeira missão de Alerta com o F-39 Gripen partiu da Base Aérea de Anápolis, com equipe em prontidão 24 horas, integrando policiamento aéreo coordenado pelo Comando de Operações Aeroespaciais
A Força Aérea Brasileira empregou, pela primeira vez, o F-39 Gripen em uma missão de Alerta de Defesa Aérea, a partir da Base Aérea de Anápolis, marco que consolida a aeronave em plena capacidade operacional no sistema de defesa aeroespacial do País.
A ação integrou as atividades permanentes de policiamento do espaço aéreo nacional, sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais, e reforçou a proteção da capital federal e de áreas estratégicas do território brasileiro.
O emprego no serviço de Alerta foi conduzido pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea – Jaguar, unidade responsável pela operação dos Gripen, e representa um salto no poder dissuasório da FAB, conforme informação divulgada pela Força Aérea Brasileira.
Alerta 24 horas e resposta imediata
O sistema de Alerta funciona em regime contínuo, com piloto e equipe em prontidão permanente. Segundo a Força Aérea Brasileira, “O sistema funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, mantendo piloto e equipe em prontidão permanente.” Na Base Aérea de Anápolis, uma sirene alerta a equipe, que dispõe de poucos minutos para equipar-se, checar os sistemas e decolar, garantindo resposta rápida às violações das regras de tráfego aéreo.
Certificações estratégicas e validação plena
O ingresso do F-39 Gripen no serviço de Alerta foi precedido por certificações realizadas entre o fim de 2025 e o início de 2026, etapas consideradas essenciais para sua operação real. Entre elas, destacou-se o reabastecimento em voo, mencionado como “reabastecimento em voo (REVO) com o KC-390 Millennium”, que amplia o alcance e a persistência da aeronave, e o “lançamento real do míssil de longo alcance Meteor”.
Também foram realizados o “primeiro tiro aéreo com canhão em território nacional e ensaios de separação segura de bombas”, comprovações que validaram a capacidade multimissão do vetor e asseguraram sua aptidão para missões de defesa aérea.
Programa Gripen e fortalecimento da Base Industrial de Defesa
O marco operacional é resultado do amadurecimento do Programa Gripen, iniciado com o Projeto F-X2 e consolidado pelo contrato com a fabricante sueca Saab AB, que prevê ampla transferência de tecnologia e participação da indústria nacional. Segundo a Força Aérea Brasileira, “Atualmente, o 1º GDA opera dez caças F-39, parte deles com montagem final realizada em território nacional.”
O programa envolve centenas de profissionais brasileiros, amplia a autonomia tecnológica e fortalece a Base Industrial de Defesa, com integração local e capacitação de engenheiros, elevando o nível de prontidão da FAB a padrões internacionais.
O que muda na prática
Com o F-39 Gripen plenamente integrado ao sistema de defesa aeroespacial, a Força Aérea Brasileira amplia a capacidade de detecção e resposta, aumenta a presença dissuasória e eleva a proteção de áreas sensíveis. A combinação de REVO, armamento de longo alcance e capacidade multimissão permite operações mais longas e variadas, com impacto direto na segurança aérea do País.
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