Debate sobre o posicionamento estratégico do Brasil examinou competição entre potências, disputas tecnológicas, rearranjos econômicos e desafios de segurança, reunindo academia e Forças Armadas
A discussão sobre o futuro do Brasil no tabuleiro internacional ganhou espaço em mesa-redonda organizada por instituições militares e centros acadêmicos.
Especialistas traçaram cenários de competição entre as grandes potências e apontaram riscos e oportunidades para a política externa e a defesa brasileira.
O encontro reforçou a necessidade de aprofundar o diálogo entre academia e Forças Armadas para formular um posicionamento estratégico do Brasil mais claro e consistente, conforme informação divulgada pela ECEME.
Contexto do evento e objetivos
A Jornada de Geopolítica Mundial, realizada em 6 de março de 2026 pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), colocou o posicionamento estratégico do Brasil no centro dos debates e foi promovida pelo Departamento de Educação e Cultura do Exército, por intermédio da Diretoria de Educação Superior Militar.
A atividade foi estruturada no formato de mesa-redonda, proporcionando um espaço de reflexão acadêmica e estratégica sobre as transformações que marcam o cenário geopolítico contemporâneo.
Quem participou e como foi o debate
A Jornada de Geopolítica Mundial contou com a participação de professores, pesquisadores e discentes provenientes de importantes instituições acadêmicas e centros de estudos estratégicos do país, entre eles Fundação Getulio Vargas, Universidade Presbiteriana Mackenzie Rio, Escola Superior de Guerra, Escola de Guerra Naval, Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica e a própria ECEME.
O encontro, coordenado pelo Instituto Meira Mattos, teve como expositores os professores Candido Cristino Luquez Marques Filho, Carlos Frederico de Souza Coelho, Ana Luiza Bravo e Paiva, Sandro Teixeira Moita, Rubens de Siqueira Duarte e Hélio Caetano Farias, com moderação do Professor Gustavo da Frota Simões.
Temas centrais: potências, tecnologia e segurança
Os debatedores analisaram o processo de reordenamento geopolítico, com ênfase nas estratégias de Estados Unidos, China, Rússia e União Europeia, e discutiram como essas dinâmicas afetam o posicionamento estratégico do Brasil.
Foram destaque questões como competição geopolítica, disputas tecnológicas, rearranjos econômicos e desafios de segurança internacional, temas que moldam escolhas de política externa e capacidades de defesa do país.
Implicações e próximos passos
Além de reforçar a ECEME como polo de reflexão estratégica, a jornada apontou para a necessidade de integração entre centros de pesquisa e instituições militares na formulação de respostas para o novo cenário.
Especialistas defenderam maior articulação entre governo, academia e Forças Armadas para que o posicionamento estratégico do Brasil considere tanto oportunidades econômicas quanto riscos relacionados à segurança e à tecnologia.
O evento integra esforços do Exército Brasileiro para promover debate qualificado sobre geopolítica, segurança internacional e defesa, aproximando o meio acadêmico e os centros de estudos estratégicos das instituições militares.


