Protocolo técnico prevê testes das munições 30×173 milímetros da CBC nos canhões SeaSnake das fragatas Tamandaré, ampliando integração entre Força Naval e indústria nacional
A Marinha do Brasil e a Companhia Brasileira de Cartuchos, CBC, anunciaram uma parceria para avaliar o emprego de munição produzida no país em sistemas navais modernos.
O acordo busca reduzir dependência externa, fortalecer a Base Industrial de Defesa e ampliar a segurança no fornecimento de armamentos em cenários de crise.
As ações previstas incluem testes de compatibilidade com equipamentos que equiparão as novas fragatas, além de cooperação técnica entre a Força e o setor industrial, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil e pela Companhia Brasileira de Cartuchos.
Cooperação técnica e objetivos
Em 3 de março, as instituições firmaram um Protocolo de Intenções que prevê cooperação técnica para avaliar o uso de munições produzidas no Brasil em sistemas navais contemporâneos, incluindo armamentos das futuras Fragatas Classe Tamandaré.
O acordo foi celebrado por intermédio da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, DSAM, e busca ampliar a integração entre a Força Naval e a Base Industrial de Defesa brasileira.
O protocolo foi assinado pelo Vice-Almirante Carlos Henrique de Lima Zampieri, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, e por Paulo Ricardo Nascimento Gomes, representante da Companhia Brasileira de Cartuchos.
Testes para as Fragatas Tamandaré
Entre as ações previstas no acordo está a avaliação da compatibilidade das munições calibre 30×173 milímetros produzidas pela CBC com os canhões SeaSnake, sistemas de artilharia que equiparão as Fragatas Classe Tamandaré, segundo a documentação divulgada.
As Fragatas Classe Tamandaré representam um dos principais projetos de modernização da Marinha, com impacto direto nas capacidades de defesa, vigilância e presença naval no Atlântico Sul.
Se os testes confirmarem desempenho e compatibilidade, o emprego de munição nacional nesses sistemas poderá significar avanço estratégico em autonomia tecnológica e operacional.
Impacto na autonomia logística e desenvolvimento
Entre os objetivos centrais da parceria está o fortalecimento da autonomia logística da Marinha do Brasil, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros para o abastecimento de munições navais.
A produção nacional permite maior segurança no fornecimento de armamentos, especialmente em cenários de crise internacional ou restrições de exportação, além de estimular o desenvolvimento tecnológico e industrial do país.
Fundada há mais de 90 anos, a CBC é reconhecida como uma das principais fabricantes de munições do mundo e ocupa posição relevante na Base Industrial de Defesa brasileira.
Segundo o Vice-Almirante Zampieri, a iniciativa representa um avanço importante na integração com a indústria nacional no segmento de munições de artilharia naval, reforçando o compromisso da Força com o fortalecimento da Base Industrial de Defesa.
Próximos passos e expectativas
O protocolo abre caminho para uma série de avaliações técnicas, ensaios balísticos e testes de campo que irão verificar desempenho, segurança e interoperabilidade entre munição e sistema de arma.
Dependendo dos resultados, a Marinha poderá adotar soluções nacionais em larga escala para as Fragatas Tamandaré, reduzindo riscos logísticos e favorecendo fornecedores locais.
Para leitores e especialistas, a iniciativa é acompanhada como indicador da intenção brasileira de consolidar uma cadeia produtiva estratégica no setor de defesa, com ganhos industriais e de soberania.
Participe no dia a dia do Defesa em Foco, dê sugestões de matérias ou nos comunique de erros pelo WhatsApp 21 99459-4395, conforme material divulgado pelas instituições.


