Capacitação na Escola de Instrução Especializada no Rio de Janeiro atualiza conhecimentos em Defesa QBRN, prepara instrutores da AMAN, IME e ESA, e amplia a difusão doutrinária
Militares da Academia Militar das Agulhas Negras, do Instituto Militar de Engenharia e da Escola de Sargentos das Armas participaram de um curso dirigido a instrutores e monitores, com foco em resposta a ameaças QBRN.
O objetivo é fortalecer a capacidade técnica e doutrinária, garantindo que os formadores possam replicar procedimentos de proteção e operação em ambientes contaminados, elevando a prontidão das tropas.
O treinamento foi promovido na Escola de Instrução Especializada, integrando estudos do Departamento de Educação e Cultura do Exército, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro
Objetivos e conteúdo da capacitação
O curso teve como foco a identificação e o manejo de incidentes relacionados a vetores químicos, biológicos, radiológicos e nucleares.
Os participantes foram treinados para identificar ataques QBRN, emitir alertas, adotar medidas de autoproteção e manter a capacidade de operar em ambientes contaminados.
Essas competências são essenciais para preservar a capacidade operacional, proteger pessoal e manter comunicações e logística durante cenários adversos.
Multiplicadores e atualização doutrinária
Os instrutores capacitados passam a atuar como multiplicadores, inserindo os conteúdos atualizados nos ciclos de formação da Força Terrestre.
O processo integra ações do Departamento de Educação e Cultura do Exército, que avalia transformar a atividade em um projeto permanente, garantindo a disseminação contínua da Defesa QBRN.
A iniciativa também dá seguimento à Diretriz para o Aprimoramento da Capacidade DQBRN do Exército, estabelecida pelo Estado-Maior do Exército, reforçando a padronização doutrinária.
Aplicação em exercícios e operações
O emprego da Defesa QBRN foi evidenciado durante a Operação Atlas 2025, maior exercício conjunto das Forças Armadas no período.
Na atividade, a atuação de militares especializados e o uso de equipamentos tecnológicos permitiram a proteção de tropas e a continuidade de operações em ambiente potencialmente contaminado, inclusive na região amazônica.
Essa integração entre tecnologia, preparo humano e planejamento operacional demonstra o empenho em manter elevada capacidade dissuasória e prontidão.
Próximos passos e como participar
O Exército avalia tornar a capacitação um projeto permanente por meio do DECEx, o que ampliaria a disponibilidade de instrutores qualificados em todo o Sistema de Ensino da Força Terrestre.
A continuidade da formação e a difusão doutrinária visam garantir respostas mais rápidas e seguras a incidentes QBRN, fortalecendo a defesa e a proteção da sociedade.
Para sugestões de pauta ou comunicação de erros, o canal indicado é o WhatsApp 21 99459-4395, conforme informado pela organização do curso.


