No CIGS, instrução em Emprego Militar de Equídeos prepara uso de cavalos na Amazônia para transporte logístico, deslocamento em áreas alagadas e operações com a PM do Amazonas
O Exército Brasileiro retomou uma prática tradicional para ampliar a presença estatal em áreas remotas, capacitando militares e policiais no emprego de equídeos em ambiente de selva.
O curso, ministrado pela Escola de Equitação do Exército no Centro de Instrução de Guerra na Selva, focou em mobilidade, logística e técnicas específicas para operar com cavalos em terrenos de difícil acesso.
Os participantes aprenderam organização da tropa montada, condução e controle dos animais, além de práticas para transporte em trilhas estreitas e áreas alagadas, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Emprego técnico de equídeos em operações na selva
A disciplina de Emprego Militar de Equídeos destaca-se por moldar o uso de cavalos às necessidades atuais das operações na Amazônia.
Instrutores ensinaram desde a preparação da tropa montada até procedimentos para manutenção dos animais e técnicas de deslocamento em vegetação densa.
O treinamento visa permitir deslocamentos onde veículos motorizados têm limitações severas, usando a rusticidade e a resistência dos cavalos para manter a logística e o apoio tático.
Impacto operacional e integração com forças estaduais
A capacitação reuniu militares do 4º Batalhão de Inteligência Militar e policiais da Polícia Militar do Amazonas, promovendo interoperabilidade em ações conjuntas.
O emprego de cavalos amplia a capacidade de patrulhamento, reconhecimento e presença em áreas remotas, além de oferecer mobilidade silenciosa que reduz a assinatura sonora das operações.
Essa integração facilita missões de segurança, vigilância e apoio logístico em regiões onde o acesso é restrito e a presença do Estado exige soluções adaptadas.
Tradição militar atualizada para conflitos modernos
Mesmo com o avanço de drones, sensores e guerra eletrônica, a doutrina do uso de equídeos permanece relevante em cenários onde a tecnologia encontra limites logísticos e ambientais.
A Escola de Equitação do Exército, mantenedora da tradição dos chamados “Esporas Douradas”, atualiza os métodos centenários para atender demandas contemporâneas, incluindo operações em montanha e apoio a tropas especializadas.
O resultado é uma capacidade versátil, que combina técnicas tradicionais com conhecimentos modernos de mobilidade e sobrevivência em selva.
Aplicações práticas e próximos passos
Na prática, o emprego de cavalos viabiliza transporte de suprimentos, evacuação médica e deslocamento de forças em trilhas estreitas e regiões alagadas, onde veículos não conseguem operar com eficiência.
O foco futuro inclui ampliar treinamentos conjuntos com forças estaduais, aprimorar cuidados veterinários e logística de longo prazo, garantindo sustentabilidade da operação montada na Amazônia.
O uso de cavalos na Amazônia passa a compor uma solução complementar, unindo tradição, adaptação e integração entre Forças Armadas e forças de segurança estaduais.


