terça-feira
16 junho

Marinha valida Raia Virtual de Tiro (RVT) no mar com detecção e triangulação de disparos reais, testes com 60 granadas antiexplosivas aumentam precisão e autonomia

Testes do IpqM e do CASOP, com apoio da Fragata Independência, confirmam que a Raia Virtual de Tiro (RVT) monitora impactos, triangula detonações e mede precisão em tempo real

A Marinha do Brasil validou, em operações no mar, a Raia Virtual de Tiro (RVT), solução desenvolvida para modernizar o adestramento de artilharia e apoio de fogo naval.

O sistema emprega boias instrumentadas e sensores para detectar e triangular disparos, oferecendo dados em tempo real sobre pontos de impacto e precisão dos tiros.

Os testes foram conduzidos pelo Instituto de Pesquisas da Marinha, pelo Centro de Apoio a Sistemas Operativos e contaram com o apoio da Fragata Independência, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Validação técnica da RVT

Durante os ensaios, a RVT demonstrou a capacidade de operação em ambiente marítimo, com detecção e triangulação de eventos de detonação com alto grau de acerto.

Durante o exercício, foram realizados disparos de 60 granadas antiexplosivas, permitindo a validação prática da capacidade do sistema em identificar pontos de impacto e medir a precisão dos tiros, conforme os dados divulgados pela Marinha.

O Instituto de Pesquisas da Marinha, IpqM, foi o responsável pelo desenvolvimento dos sensores e das boias instrumentadas, enquanto o Centro de Apoio a Sistemas Operativos, CASOP, integrou e acompanhou os dados em tempo real.

Ganhos operacionais para a Esquadra

A adoção da Raia Virtual de Tiro (RVT) representa um salto no adestramento, porque permite simular uma área terrestre a partir do mar, o que aumenta o realismo dos exercícios sem depender de espaços em terra.

Com informações precisas sobre impacto e dispersão dos tiros, as tripulações conseguem aperfeiçoar técnicas de tiro e procedimentos de apoio de fogo naval, o que contribui para a prontidão operacional da Esquadra.

A participação da Fragata Independência nos testes reforça o papel dos meios navais na validação de tecnologias que têm impacto direto na capacidade de combate.

Inovação e autonomia tecnológica

O desenvolvimento da RVT pelo IpqM mostra o investimento da Marinha em soluções nacionais, o que reduz a dependência de sistemas estrangeiros e fortalece a Base Industrial de Defesa.

Além de elevar a eficiência do adestramento, a tecnologia abre caminho para integrações futuras com sistemas de comando e controle, e para emprego em exercícios conjuntos, ampliando o espectro de uso da RVT.

O avanço reafirma o compromisso da Força com a modernização tecnológica e com a busca por ferramentas que aumentem a capacidade de detecção, avaliação e correção em tempo real.

Próximos passos e participação

Com a validação no mar, a próxima etapa inclui aprimoramentos, ampliação do emprego operacional e testes de integração com outros sistemas navais e de terra.

Participe no dia a dia do Defesa em Foco, dê sugestões de matérias ou nos comunique erros via WhatsApp 21 99459-4395, conforme a mensagem divulgada pela Marinha do Brasil.

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