Em cerimônia em Brasília no Dia da CT&I, a Marinha ressaltou que a ciência, tecnologia e inovação sustentam a soberania, com ênfase em PROSUB, Programa Nuclear e parcerias
A cerimônia realizada em Brasília, no dia 28 de abril de 2026, reuniu autoridades civis e militares para celebrar o Dia da CT&I e destacar o papel estratégico do conhecimento para a defesa nacional.
Durante o evento, a Marinha afirmou que o investimento em pesquisa e inovação é essencial para fortalecer o poder naval e projetar o Brasil em um cenário internacional mais competitivo.
Entre os exemplos citados estão o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), o Programa Nuclear da Marinha, as Fragatas Classe Tamandaré e o uso do Navio de Apoio Oceanográfico Antártico "Almirante Maximiano", que simbolizam presença estratégica em regiões sensíveis, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Ciência e tecnologia como vetor estratégico do poder naval
A Marinha tem consolidado a ciência, tecnologia e inovação como elementos centrais para garantir capacidade operacional e autonomia estratégica, permitindo maior legitimidade do poder naval no plano internacional.
Projetos estruturantes, como o PROSUB e o Programa Nuclear da Marinha, foram apontados como exemplos de iniciativas que ampliam a capacidade dissuasória do país e elevam seu protagonismo global.
Integração entre Forças, indústria e academia
Um dos pontos centrais do encontro foi a integração entre Forças Armadas, setor produtivo e comunidade científica, destacando a assinatura de um memorando entre a Marinha e o CNPq para impulsionar inovação no Brasil.
Essa parceria viabiliza iniciativas como o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, que reconhece pesquisas com impacto estratégico, e estimula o desenvolvimento de tecnologias de uso dual, com retorno tanto para a defesa quanto para a economia civil.
Soberania tecnológica e desafios geopolíticos
A cerimônia também ressaltou que a soberania tecnológica é um desafio diante de restrições de acesso a tecnologias críticas e da intensificação da competição entre países, exigindo capacidades próprias e investimentos contínuos.
Autoridades reforçaram que promover a ciência, tecnologia e inovação não é apenas um esforço militar, mas um projeto nacional que envolve governo, universidade e indústria para reduzir dependências e fomentar desenvolvimento sustentável.


