sábado
27 junho

Força Expedicionária Brasileira, censo de 2026 revela apenas 22 veteranos vivos, 14 com pensão, alerta para risco de perda da memória histórica da FEB

Dados do Censo Permanente da Força Expedicionária Brasileira, atualizado em 1º de maio de 2026, indicam queda para 22 veteranos, 14 com pensão, e urgência na preservação das memórias

A contagem mais recente revela um encolhimento dramático no grupo de soldados que lutaram na Segunda Guerra Mundial, ao mesmo tempo em que expõe falhas nos registros e no reconhecimento oficial.

Especialistas em memória e historiadores alertam para a necessidade de ações imediatas destinadas a coletar depoimentos, digitalizar arquivos e ampliar homenagens públicas.

Os números fazem parte do levantamento periódico que monitora os remanescentes da FEB, e reforçam o apelo para políticas de preservação da história militar brasileira, conforme informação divulgada pela Casa da FEB.

Como o censo acompanha os últimos veteranos

O Censo Permanente da FEB, iniciado em 2020, utiliza uma metodologia baseada em cruzamento de dados de associações, arquivos militares, registros públicos e informações familiares. A abordagem combina fontes oficiais e familiares para identificar os sobreviventes e mapear quem ainda recebe benefícios.

O trabalho já passou por atualizações regulares, e no auge da pesquisa foram identificados mais de 120 veteranos, número que foi caindo nos anos seguintes.

O recuo nos números e o que eles significam

O mais recente levantamento feito pela Casa da FEB, aponta que apenas 22 veteranos ainda estão vivos no Brasil em 2026, oito décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial. Esse encolhimento demográfico torna urgente o registro das memórias orais e a preservação de documentos e objetos.

Desde então, o número caiu drasticamente, chegando a apenas 22 em 2026. A aceleração do óbito entre os remanescentes amplia o risco de perda irreparável de relatos de combate, cotidiano e retornos à vida civil.

Pensões, lacunas e reconhecimento

Dados do censo mostram também problemas administrativos, Dados complementares indicam que apenas 14 desses veteranos recebem pensão especial, o que demonstra lacunas nos registros oficiais. A disparidade revela que nem todos os que serviram foram localizados ou têm acesso a benefícios.

Especialistas afirmam que é necessário cruzar arquivos históricos, ajustar critérios e facilitar o acesso a benefícios para as famílias, para que o reconhecimento seja mais amplo e justo.

O legado da FEB e a responsabilidade pública

A FEB mobilizou cerca de 25 mil brasileiros no front europeu, consolidando a participação do país na Segunda Guerra Mundial. A obra coletiva desses soldados influenciou a projeção internacional do Brasil no pós-guerra e faz parte da identidade militar e civil da nação.

A perda dos veteranos não deve significar o desaparecimento das memórias. Arquivos orais, digitalização de documentos e programas educativos podem manter viva a história da FEB para as próximas gerações.

Para colaborar com levantamentos, sugestões de matérias ou correções, a equipe responsável convida o público a enviar mensagens via WhatsApp no número 21 99459-4395, conforme indicado nas informações da pesquisa da Casa da FEB.

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