Dados do Censo Permanente da Força Expedicionária Brasileira, atualizado em 1º de maio de 2026, indicam queda para 22 veteranos, 14 com pensão, e urgência na preservação das memórias
A contagem mais recente revela um encolhimento dramático no grupo de soldados que lutaram na Segunda Guerra Mundial, ao mesmo tempo em que expõe falhas nos registros e no reconhecimento oficial.
Especialistas em memória e historiadores alertam para a necessidade de ações imediatas destinadas a coletar depoimentos, digitalizar arquivos e ampliar homenagens públicas.
Os números fazem parte do levantamento periódico que monitora os remanescentes da FEB, e reforçam o apelo para políticas de preservação da história militar brasileira, conforme informação divulgada pela Casa da FEB.
Como o censo acompanha os últimos veteranos
O Censo Permanente da FEB, iniciado em 2020, utiliza uma metodologia baseada em cruzamento de dados de associações, arquivos militares, registros públicos e informações familiares. A abordagem combina fontes oficiais e familiares para identificar os sobreviventes e mapear quem ainda recebe benefícios.
O trabalho já passou por atualizações regulares, e no auge da pesquisa foram identificados mais de 120 veteranos, número que foi caindo nos anos seguintes.
O recuo nos números e o que eles significam
O mais recente levantamento feito pela Casa da FEB, aponta que apenas 22 veteranos ainda estão vivos no Brasil em 2026, oito décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial. Esse encolhimento demográfico torna urgente o registro das memórias orais e a preservação de documentos e objetos.
Desde então, o número caiu drasticamente, chegando a apenas 22 em 2026. A aceleração do óbito entre os remanescentes amplia o risco de perda irreparável de relatos de combate, cotidiano e retornos à vida civil.
Pensões, lacunas e reconhecimento
Dados do censo mostram também problemas administrativos, Dados complementares indicam que apenas 14 desses veteranos recebem pensão especial, o que demonstra lacunas nos registros oficiais. A disparidade revela que nem todos os que serviram foram localizados ou têm acesso a benefícios.
Especialistas afirmam que é necessário cruzar arquivos históricos, ajustar critérios e facilitar o acesso a benefícios para as famílias, para que o reconhecimento seja mais amplo e justo.
O legado da FEB e a responsabilidade pública
A FEB mobilizou cerca de 25 mil brasileiros no front europeu, consolidando a participação do país na Segunda Guerra Mundial. A obra coletiva desses soldados influenciou a projeção internacional do Brasil no pós-guerra e faz parte da identidade militar e civil da nação.
A perda dos veteranos não deve significar o desaparecimento das memórias. Arquivos orais, digitalização de documentos e programas educativos podem manter viva a história da FEB para as próximas gerações.
Para colaborar com levantamentos, sugestões de matérias ou correções, a equipe responsável convida o público a enviar mensagens via WhatsApp no número 21 99459-4395, conforme indicado nas informações da pesquisa da Casa da FEB.


