Cerimônia em Petrolina, coordenada pelo Ordinariado Militar do Brasil, resgata tradição iniciada em 1945, promove integração entre militares e civis e reafirma valores de coesão e disciplina
No dia 4 de maio, o Exército Brasileiro realizou em Petrolina, Pernambuco, a celebração conhecida como Páscoa dos Militares, reunindo integrantes das Forças Armadas, órgãos de segurança pública e membros da sociedade civil.
A cerimônia foi conduzida pelo Ordinariado Militar do Brasil e presidida por Dom Marcony Vinícius Ferreira, com a participação de Dom Antônio Carlos Cruz e do capelão militar Frei José Adriano Gomes da Silva.
O encontro teve caráter religioso e integrador, além de reforçar valores institucionais como disciplina e espírito de corpo, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Tradição histórica e origem
A história da Páscoa dos Militares remonta à celebração realizada na Praça XV, no Rio de Janeiro, em 1945, logo após o retorno da Força Expedicionária Brasileira (FEB), quando a Igreja autorizou a realização fora do período litúrgico tradicional.
Na prática, o evento consolidou-se ao longo das décadas e já ultrapassa 80 anos de existência, mantendo um elo simbólico entre a memória da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial e a identidade institucional das Forças.
Estrutura religiosa e protocolo militar
A organização da celebração em Petrolina seguiu protocolos que buscam conciliar a tradicional liturgia com as normas do ambiente militar, preservando o respeito à pluralidade de crenças.
O Ordinariado Militar do Brasil coordenou a assistência espiritual, e a presença de autoridades e capelães garantiu a solenidade, sem perder a abertura ao diálogo com civis presentes.
Integração entre forças e sociedade
A participação de militares das Forças Armadas, integrantes dos órgãos de segurança pública e de membros da sociedade civil transformou a cerimônia em um espaço de convivência institucional e aproximação com a população.
Além do significado religioso, eventos como este contribuem para o bem-estar emocional dos militares, oferecendo suporte espiritual em uma carreira marcada por exigências e responsabilidades elevadas.
Legado e perspectivas
Ao manter essa comemoração em cidades do interior como Petrolina, a instituição demonstra a capilaridade da tradição e sua adaptação a contextos regionais distintos, fortalecendo a legitimidade e a coesão interna.
A continuidade da celebração aponta para a importância de preservar ritos que conectam passado e presente, e que ajudam a reforçar valores que sustentam o funcionamento e a imagem das Forças Armadas junto à sociedade.


