Estágio qualifica operadores de drones militares em pilotagem, planejamento de missão e emprego tático, com integração entre unidades e instrutor estrangeiro no CIASC
Operadores de drones militares da Marinha do Brasil participam de um curso que une teoria e prática para ampliar competências técnicas e táticas, com foco em segurança de voo e emprego operacional.
O treinamento reúne militares de diferentes organizações militares e profissionais ligados à operação de aeronaves remotamente pilotadas, fortalecendo a padronização doutrinária e a cooperação entre áreas.
O programa destaca a necessidade de atualização diante da rápida evolução dos sistemas não tripulados, e visa melhorar vigilância, reconhecimento e apoio a operações navais e anfíbias, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil, por meio da Escola de Drones do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC).
O que inclui o 1º Estágio EQTE-OSARP
O curso, intitulado 1º Estágio de Qualificação Técnica Especial de Operador de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (EQTE-OSARP), combina instruções teóricas e práticas para operadores de drones militares.
Entre os conteúdos estão pilotagem remota, planejamento de missão, análise do ambiente operacional, procedimentos de segurança de voo e emprego tático de sistemas multirrotores das categorias 0 e 1, garantindo formação técnica alinhada às demandas contemporâneas.
Integração entre unidades e participação internacional
A formação promove integração entre diferentes áreas operacionais da Marinha, ampliando a padronização doutrinária e a disseminação de conhecimentos sobre o emprego militar de drones.
A programação conta com participação internacional, incluindo instrutor da França, o que reforça o intercâmbio técnico e aproxima práticas adotadas por outras forças navais, ampliando capacidades e cooperação.
Relação com modernização e qualificação tecnológica
A criação do estágio pela Escola de Drones do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC) evidencia investimento em inovação tecnológica e qualificação profissional, com impacto direto na modernização operacional da Marinha.
Além do emprego militar, o desenvolvimento de competências em sensores, análise de dados e pilotagem remota fortalece a formação técnica dos militares, com efeitos também em aplicações civis e de segurança marítima.
Protagonismo dos drones nas operações contemporâneas
O Comandante do Batalhão de Combate Aéreo do Corpo de Fuzileiros Navais conduziu a aula inaugural, ressaltando o papel crescente dos drones em consciência situacional, reconhecimento e apoio ao combate.
Ao qualificar operadores de drones militares, a Marinha busca ampliar sua adaptabilidade às novas dinâmicas da guerra tecnológica, garantindo emprego seguro, eficiente e integrado desses sistemas em operações navais e anfíbias.


