No exercício em Itaberaí, 80 militares da Força-Tarefa Afonsos abriram paraquedas de forma sincronizada, com apoio das quatro aeronaves KC-390 Millennium da FAB
Uma imagem que chamou atenção nos céus de Goiás mostrou dezenas de paraquedas se abrindo ao mesmo tempo, formando uma verdadeira cena no ar.
O salto envolveu militares da Brigada de Infantaria Paraquedista em um assalto aeroterrestre planejado e executado com elevada coordenação.
O treinamento integrou a Operação Escudo-Tínia, com apoio aéreo e preparação conjunta das Forças Armadas, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Assalto aeroterrestre e a sincronização entre aeronaves e tropas
A ação reuniu 80 paraquedistas da Força-Tarefa Afonsos, da Brigada de Infantaria Paraquedista, que saltaram simultaneamente de quatro aeronaves KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira.
O lançamento conjunto exigiu precisão na velocidade das aeronaves, na altitude de soltura, na distância entre os militares e no controle do vento, para garantir segurança e eficácia no assalto aeroterrestre.
Em relação ao impacto visual e técnico da manobra, o comandante da Força-Tarefa Afonsos, Manfra, afirmou, “Quando os velames se abrem simultaneamente no ar, para quem observa do solo, o cenário se assemelha a uma verdadeira chuva de velames”.
Equipamento, procedimentos e carga dos paraquedistas
Cada militar transportava cerca de 50 quilos de equipamento, incluindo armamento individual, mochila operacional, capacete e sistemas de proteção, seguindo procedimentos doutrinários para saltos em massa.
Logo após o pouso, a prioridade foi a verificação do velame, o controle da direção de descida e a rápida reorganização da tropa, para possibilitar o prosseguimento da missão com segurança.
Objetivos da Operação Escudo-Tínia e integração entre as Forças
A Operação Escudo-Tínia, iniciada em 11 de maio de 2026 na cidade de Anápolis, reuniu meios da Marinha, do Exército e da Força Aérea para aprimorar a interoperabilidade entre as Forças Armadas.
A presença da Brigada Paraquedista e do KC-390 no exercício demonstrou a importância da cooperação entre componentes terrestres e aéreos para operações de mobilidade elevada e resposta rápida.
Preparação para atuar em qualquer bioma e prontidão
A Força-Tarefa Afonsos mantém treinamentos em diversos ambientes, como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga e Pampas, garantindo que a tropa esteja apta a atuar em todo o território nacional.
Mais do que um espetáculo visual, a chuva de velames evidenciou o preparo técnico, a coordenação entre aeronaves e tropas e a capacidade do Exército Brasileiro de empregar forças com rapidez e segurança.


