MANSUP passou por nova fase de avaliação em mar aberto, com foco em alcance máximo, sensoriamento e integração com plataformas da Esquadra, ampliando capacidade de defesa nacional
O mais recente lançamento do MANSUP aconteceu a cerca de 300 quilômetros da costa de Cabo Frio, em uma sequência de testes destinada a avaliar o alcance máximo e o desempenho do míssil em condições reais de emprego.
A operação ocorreu entre 24 e 26 de junho, em uma campanha que mobilizou navios e helicópteros, com o objetivo de aproximar o projeto da configuração final de emprego operacional.
Os testes reforçam a trajetória do programa como vetor de autonomia tecnológica e consolidação da Base Industrial de Defesa brasileira, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Detalhes do voo de prova e plataformas envolvidas
A campanha foi conduzida a bordo da Fragata Defensora, identificada como F41, e contou com a participação da Fragata União, F45, além das aeronaves Esquilo, UH-12, e Wild Lynx, AH-11B.
Segundo os relatórios da atividade, o principal objetivo foi verificar a performance do míssil em alcance e em aquisição terminal do alvo, avaliando sensores térmicos, guiagem inercial e radar ativo embarcado.
Capacidade de dissuasão e proteção da Amazônia Azul
Para a Marinha do Brasil, o domínio de um míssil antinavio nacional amplia a liberdade de ação do Estado nas suas áreas marítimas, incluindo a proteção de mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Azul.
Desenvolver o MANSUP no país reduz vulnerabilidades externas, eleva os custos de qualquer ameaça potencial e contribui para a proteção das rotas comerciais e das áreas produtoras do pré-sal.
Impacto na indústria, ciência e autonomia estratégica
Iniciado em 2008, o programa do MANSUP reuniu Marinha, empresas e institutos de pesquisa, mostrando como a Base Industrial de Defesa atua como vetor de inovação e emprego qualificado.
“Segundo o CEO da SIATT, Rogério Salvador, cada lançamento bem-sucedido amplia o domínio tecnológico nacional e aproxima o míssil de sua configuração final de emprego operacional.”
A integração futura do sistema às Fragatas Classe Tamandaré deverá elevar o poder de combate da Esquadra e ampliar a proteção de infraestruturas críticas no mar.
Perspectivas estratégicas e mercado
Além do ganho militar, o avanço do MANSUP amplia o prestígio da indústria nacional e abre possibilidades de cooperação tecnológica e inserção em mercados especializados de defesa.
Manter o conhecimento e a produção em território nacional garante maior autonomia diante de eventuais restrições internacionais, consolidando uma visão de longo prazo em ciência, tecnologia e inovação.
Para acompanhar o desenvolvimento do programa e enviar sugestões, a Marinha mantém canais de comunicação com a sociedade, reforçando que o projeto é também uma peça da estratégia de soberania brasileira.


