Em Brasília, o BPEB conduziu provas em veículos, vegetação, bagagens e edificações, entregou certificações válidas por um ano e ampliou a doutrina de certificação de cães de guerra
O Exército organizou em Brasília o III Encontro Cinotécnico para certificar equipes formadas por cão e condutor, voltadas a missões de detecção e segurança.
Além das provas práticas, o evento promoveu palestras sobre bem-estar animal, biotecnologia da reprodução e atualização doutrinária, com participação de Forças Armadas e órgãos de segurança.
O encontro foi promovido pelo Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, com apoio técnico de entidades civis e conselhos especializados, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
Como se deu a certificação operacional
A certificação avaliou a capacidade técnica dos binômios em cenários que simulam situações reais, buscando padronizar os procedimentos adotados por instituições militares e de segurança.
Os testes ocorreram em quatro ambientes distintos, veículos, vegetação em campo aberto, bagagens e edificações urbanas, e foram aplicados por uma banca técnica formada por especialistas de diferentes instituições.
Segundo a organização, “Das 11 duplas avaliadas, seis obtiveram certificação operacional válida por um ano, resultado que demonstra o elevado nível de exigência técnica adotado durante as avaliações.”
O papel do BPEB e a padronização da cinotecnia
O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, BPEB, afasta-se apenas como executor de avaliações, e consolida-se como referência nacional na formação e emprego operacional de cães de guerra.
Além de preparar militares e condutores, a unidade desenvolve doutrina, promove intercâmbio técnico e conduz processos de certificação que visam ampliar a interoperabilidade entre Forças Armadas, órgãos de segurança pública e canis civis especializados.
Realizado com apoio técnico da Confederação Brasileira de Cinofilia e do Conselho Nacional de Adestramento, o encontro também permitiu a transmissão das palestras para 23 organizações militares que empregam cães de guerra.
Importância operacional e dados sobre o emprego de cães
Os cães de guerra desempenham funções essenciais em diferentes tipos de missão, incluindo detecção de drogas, armas e explosivos, patrulhamento, guarda de instalações e buscas e resgates.
Na descrição institucional, “Atualmente, o Exército Brasileiro possui 413 cães de guerra distribuídos em 57 organizações militares, empregados em missões de patrulha, operações de Garantia da Lei e da Ordem, proteção de instalações estratégicas e apoio às atividades de segurança.”
As raças mais utilizadas são o Pastor Belga Malinois e o Pastor Alemão, e, conforme a norma interna, “os animais ingressam na Instituição ainda filhotes e podem permanecer em atividade por até oito anos.”
Próximos passos e ampliação das modalidades avaliadas
O Exército informou que as próximas certificações devem ampliar as modalidades avaliadas, incluindo detecção de explosivos, guarda e proteção, o que deve expandir as capacidades dos binômios empregados pelas Forças Armadas e órgãos de segurança.
Especialistas destacam que, mesmo com avanços tecnológicos, o faro e a adaptabilidade dos cães continuam sendo capacidades difíceis de substituir, e a padronização promovida pelo BPEB tende a elevar o nível técnico e a interoperabilidade entre instituições.
Com a certificação e a atualização doutrinária, a expectativa é de fortalecimento das ações de combate ao crime organizado, proteção de infraestruturas críticas e segurança em operações complexas, com binômios mais preparados e critérios técnicos uniformes.


