Exercício analítico do Centro de Jogos de Guerra avaliou o Sistema de Abastecimento da Marinha, integrando o Setor Operativo para aprimorar a resposta humanitária em cenários extremos
Uma simulação controlada buscou responder à pergunta sobre como manter o abastecimento naval quando fortes chuvas provocam uma grande tragédia.
O exercício colocou em foco a capacidade de avaliação, coordenação e tomada de decisão para o apoio logístico em situações de calamidade, sem mobilizar meios reais.
Participantes testaram fluxos de informação, prioridades e procedimentos para acelerar a entrega de ajuda, reduzindo falhas antes de uma operação real, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.
Como funcionou o JAL II
Realizada entre 10 e 13 de agosto, a segunda edição do exercício atendeu a uma demanda do Centro de Operações do Abastecimento (CopAb) e deu continuidade aos procedimentos desenvolvidos na primeira edição do JAL.
No cenário fictício, provocado por fortes chuvas, a Marinha foi chamada a contribuir para esforços de ajuda humanitária, o que permitiu avaliar o apoio logístico em condições adversas.
A novidade foi a ampliação da participação, com oficiais das seções logísticas do Setor Operativo incorporados ao jogo, buscando melhorar a integração entre quem planeja e quem executa operações.
Desafios da logística em desastres naturais
Em calamidades, a disponibilidade de navios, aeronaves e efetivo é apenas parte da resposta, todos esses meios precisam ser sustentados com suprimentos, transporte e manutenção.
O exercício mostrou que as próprias condições provocadas pela emergência podem comprometer estradas e infraestruturas, alterando prioridades e gerando demandas novas e dispersas.
O foco do JAL II foi aperfeiçoar o apoio prestado pelo Sistema de Abastecimento da Marinha, o SAbM, que organiza as atividades necessárias para sustentar meios e organizações.
Centro de Jogos de Guerra, aprendizagem e prevenção
O Centro de Jogos de Guerra, da Escola de Guerra Naval, emprega essa metodologia para capacitação, aprimoramento de doutrina e identificação antecipada de lacunas, sem riscos a pessoas ou equipamentos.
Segundo o exercício, a principal vantagem é poder errar em ambiente simulado, analisar decisões inadequadas, identificar lentidão nos fluxos de informação e revisar responsabilidades antes de uma emergência real.
No caso do JAL II, isso significa poder testar procedimentos relacionados ao abastecimento diante de uma situação extrema sem que exista uma população realmente afetada aguardando ajuda.
O que vem a seguir
O JAL II não foi um fim, mas uma etapa de um processo de aperfeiçoamento, com foco em evoluir procedimentos e melhorar a integração entre o Setor Operativo e as estruturas de abastecimento.
As lições extraídas do jogo servem para ajustar planos, treinar equipes e antecipar soluções, fortalecendo a capacidade da Marinha do Brasil de prestar apoio logístico eficiente em desastres naturais.


