Espaço foi pensado para implementar a Diretriz de Certificação Física e o Manual TFMO, avaliando resistência, força, agilidade, coordenação e tomada de decisão sob fadiga
O Exército Brasileiro ampliou a capacidade de treinamento físico operacional com a implantação de uma nova área na Escola de Educação Física do Exército, no Rio de Janeiro.
O espaço foi projetado para apoiar a aplicação do Teste Físico Operacional, que avalia resistência, força, agilidade, coordenação e tomada de decisão sob fadiga, aproximando o preparo físico do ambiente operacional real.
A iniciativa está alinhada às portarias do Comando de Operações Terrestres e ao Manual Técnico de Treinamento Físico Militar Operacional, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.
Doutrina, certificação e foco operacional
A criação da área segue a Diretriz para a Certificação Física das Forças de Prontidão Operacional e o Manual TFMO, documentos que consolidam a visão de que o preparo físico operacional deve ser funcional e mensurável.
O novo local permite simulações mais próximas das demandas impostas por missões reais, superando o condicionamento físico genérico e tornando a avaliação compatível com as exigências das operações contemporâneas.
Formação, ciência e multiplicação do conhecimento
A estrutura beneficia atletas de alto rendimento do Exército, militares do Centro de Capacitação Física do Exército CCFEx, outras organizações militares e principalmente os cursos de Instrutor e Monitor de Educação Física.
No ambiente, alunos atuam como multiplicadores, capacitando-se para planejar, conduzir e difundir métodos modernos de preparação física, integrando pesquisa científica, instrução prática e avaliação operacional.
Testes iniciais e aplicação prática
Como parte da programação inaugural, equipes mistas do CCFEx, compostas por pesquisadores, instrutores, monitores e alunos, realizaram o Teste Físico Operacional, demonstrando elevado espírito de corpo e desempenho físico diferenciado.
Os exercícios realizados evidenciaram a aplicação prática das capacidades exigidas no campo de batalha, reforçando o papel do TFO como ferramenta de avaliação e aprimoramento do preparo físico operacional.
Prontidão física como elemento de poder
Segundo o Tenente-Coronel Bottrel, comandante da EsEFEx, “a nova área representa um ativo estratégico para o Exército Brasileiro”, destacando que o preparo físico operacional é um fator estruturante do poder militar, ligado à prontidão, sobrevivência e sucesso das operações.
Ao investir em instalações modernas, o Exército busca integrar ciência, doutrina e missão, elevando a capacidade operacional da tropa e consolidando o preparo físico operacional como diferencial decisivo em cenários de crescente complexidade.


