terça-feira
12 maio

Forças Armadas desmontam logística do garimpo ilegal na Terra Yanomami em Roraima, interditam pistas clandestinas usadas para transporte de insumos e minérios

Operação Catrimani II desmonta rede logística do garimpo ilegal, interditou duas pistas não homologadas próximas ao rio Couto de Magalhães, com emprego do H-60 “Black Hawk” e engenheiros

A ação das Forças Armadas atingiu diretamente a infraestrutura usada para sustentar a extração ilegal de ouro na Terra Yanomami, em Roraima.

Dois campos de pouso clandestinos foram inutilizados, medida que dificulta o transporte de combustível, insumos e minério, e aumenta o custo logístico das quadrilhas.

Conforme informação divulgada pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II e pelas Forças Armadas.

Ação operacional e emprego de meios militares

Nos dias 23 e 24 de dezembro, a operação interditou duas pistas não homologadas próximas ao rio Couto de Magalhães, em Roraima.

Houve infiltração aeromóvel e o emprego do helicóptero H-60 “Black Hawk”, da Força Aérea Brasileira, que deslocou especialistas de Engenharia do Exército.

Os engenheiros efetuaram detonações controladas com explosivos, inutilizando completamente as pistas clandestinas usadas para abastecer o garimpo ilegal.

Impacto ambiental e proteção das comunidades indígenas

A destruição das pistas representa um golpe direto na logística do garimpo ilegal, tornando mais difícil a reorganização das atividades criminosas em áreas de difícil acesso.

A presença permanente das Forças Armadas atua como fator dissuasório, com potencial para reduzir danos ambientais e a pressão sobre o território Yanomami.

Além do impacto ambiental, a entrada de pessoas não autorizadas na terra Yanomami configura uma ameaça sanitária e humanitária, e a ação resguarda as comunidades segundo a Portaria nº 1/2023 da FUNAI.

Interoperabilidade e ação conjunta do Estado brasileiro

A Operação Catrimani II demonstra a interoperabilidade entre Exército e Força Aérea, e a integração com órgãos de Segurança Pública e agências governamentais.

A iniciativa está em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831/2024 e foi coordenada pela Casa de Governo no Estado de Roraima, com o objetivo de combater ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais.

O esforço conjunto busca reforçar a presença do Estado em uma das regiões mais sensíveis do país e proteger as populações indígenas da Terra Yanomami contra os efeitos do garimpo ilegal.

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