sábado
27 junho

Naufrágio no litoral de Alagoas, Barreira do Boqueirão em Japaratinga: Marinha abre inquérito e investiga mancha de resíduos oleosos e risco ambiental

Capitania dos Portos de Alagoas deslocou equipe após denúncia na madrugada de 5 de janeiro, área monitorada sem registro de vítimas, foco em contenção do impacto ambiental

Uma embarcação pesqueira foi encontrada parcialmente emborcada nas proximidades da Barreira do Boqueirão, em Japaratinga, após denúncia recebida na madrugada de 5 de janeiro. Não há registro de vítimas até o momento, e a área segue sob vigilância.

A equipe de Inspeção Naval da Capitania dos Portos de Alagoas realizou diligências iniciais no local, onde foi observada uma mancha característica de resíduos oleosos ao redor do casco, o que acendeu o alerta para possíveis impactos ambientais.

As ações priorizam a segurança do tráfego aquaviário e a salvaguarda da vida humana no mar, com monitoramento para evitar riscos a outras embarcações, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Inspeção e constatações iniciais

Durante a vistoria, os fiscais verificaram que a embarcação encontrava-se parcialmente emborcada e que não havia tripulantes no momento da inspeção. A presença da mancha de óleo motivou procedimentos adicionais, para avaliar extensão e origem do vazamento.

A atuação da Capitania segue os protocolos previstos para acidentes e fatos da navegação, com prioridade na segurança da navegação e na proteção da vida humana, e a área passou a ser monitorada para evitar riscos a outras embarcações que operam na região.

Risco ambiental e medidas de contenção

A mancha de resíduos oleosos representa risco à fauna marinha e ao ecossistema costeiro, especialmente em uma área com intensa atividade pesqueira e turística. A CPAL atua articulada com outros órgãos competentes para apoiar ações de contenção e mitigação.

A Marinha reforça que, e em suas palavras, “a prevenção da poluição hídrica é parte essencial de suas atribuições legais”, o que orienta as medidas de resposta e monitoramento técnico no local.

Inquérito e participação da sociedade

Será instaurado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar causas, circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas ao naufrágio. O procedimento deve reunir dados das inspeções e testemunhos, quando disponíveis.

A Marinha do Brasil destaca ainda a importância da colaboração da população, e que informações e denúncias podem ser feitas pelo telefone 185, canal exclusivo para emergências marítimas e fluviais, ou diretamente à Capitania dos Portos de Alagoas.

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