Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista, com longa carreira na FAB e participação no primeiro Reabastecimento em Voo em 4 de maio de 1975, faleceu aos 93 anos
O Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista morreu na madrugada desta terça-feira, aos 93 anos, no Rio de Janeiro.
Sua trajetória incluiu funções operacionais, comando da Força Aérea e atuação no Superior Tribunal Militar, além de reconhecimento nacional e internacional.
Os dados sobre sua vida e carreira foram divulgados pela Força Aérea Brasileira, conforme informação divulgada pela Força Aérea Brasileira (FAB).
Formação e carreira operacional na FAB
Carlos de Almeida Baptista nasceu em 24 de março de 1932, no Rio de Janeiro, e foi declarado Aspirante a Oficial em 16 de dezembro de 1954 pela Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos.
Piloto de Aviação de Caça e de Transporte, acumulou cerca de 7 mil horas de voo ao longo da carreira, e atuou como piloto das Forças de Paz da ONU no Congo.
Exerceu ainda funções como Comandante do 1º/14º Grupo de Aviação, do 1º Grupo de Aviação de Caça, Instrutor da ECEMAR, Comandante da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e Adido Aeronáutico na Embaixada do Brasil na Itália.
Generalato, comando da Aeronáutica e atuação no STM
Alcançou o Generalato em 25 de novembro de 1983, e ocupou cargos estratégicos, entre eles Comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro, Chefe do Gabinete do Ministro da Aeronáutica, Comandante do IV Comando Aéreo Regional e Diretor do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento.
Foi nomeado para o Superior Tribunal Militar em 1994, presidiu a Corte entre 1999 e 2001, e em 21 de dezembro de 1999 foi nomeado Comandante da Aeronáutica, cargo em que conduziu a Força em período de transformações institucionais.
Legado operacional, histórico e reconhecimentos
O Tenente-Brigadeiro Baptista teve participação decisiva no Reabastecimento em Voo, conhecido como REVO, marco que ampliou a capacidade operacional da FAB.
O primeiro REVO ocorreu em 4 de maio de 1975, envolvendo uma aeronave KC-130H Hércules e dois caças F-5E Tiger II, consolidando avanço doutrinário fundamental para a Força.
Integrante do Conselho Superior do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, ocupou a Cadeira nº 7, e recebeu condecorações como a Ordem do Mérito Aeronáutico, Grã-Cruz, a Medalha Militar de Platina, a Ordem do Mérito Rio Branco, Grã-Cruz, e a Medalha da ONU no Congo.
O atual Comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno, destacou o legado moral, profissional e humano deixado por Baptista, ressaltando seu compromisso permanente com a missão constitucional da FAB.
Era casado com Shirley Fátima Duarte de Oliveira Baptista, e deixa quatro filhos, além de netos e bisnetos.


