Projeto COBRA moderniza a tropa com uniformes têxteis, proteção balística nível III-A, sistema Molle, armamentos IA2 e P320, monóculos térmicos e integração aos sistemas de Comando e Controle
O Exército Brasileiro avança na modernização do combatente com o Projeto COBRA, conhecido como Sistema Combatente Brasileiro, que transforma o soldado num sistema integrado de combate.
O objetivo é elevar o poder de combate, a sobrevivência e a capacidade de dissuasão, com equipamentos pensados para operar em qualquer bioma do país.
No desenvolvimento estão uniformes, proteção balística e sensores que ampliam consciência situacional, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Tecnologia têxtil e proteção balística para diferentes biomas
O projeto introduz uma nova geração de uniformes operacionais com tecnologia têxtil avançada, que oferecem maior resistência, conforto térmico e redução da assinatura visual do combatente.
Também está prevista a adoção de proteção balística nível III-A, medida que, segundo a proposta, eleva significativamente a sobrevivência em ambientes de alta letalidade.
O uso do sistema Molle permite configuração modular dos equipamentos, garantindo ergonomia, mobilidade e adaptação a biomas como Amazônia, Caatinga e áreas urbanas.
Armamento, sensores e letalidade controlada
O Projeto COBRA prevê a substituição de plataformas antigas por armamentos modernos, destacando o fuzil IA2 e a pistola P320, em busca de precisão, confiabilidade e padronização logística.
Esses meios aumentam a letalidade controlada e a eficácia em operações convencionais e assimétricas, ao mesmo tempo que monóculos térmicos e sistemas de visão noturna ampliam a atuação em baixa visibilidade.
O emprego de monóculos térmicos e sensores amplia a consciência situacional, reduz vulnerabilidades e permite atuação eficaz em condições adversas.
Integração digital, comando e multiplicação de força
Um pilar do Programa é a integração do combatente aos sistemas de Comando e Controle, inserindo-o no conceito de campo de batalha digital.
Com conectividade em tempo real, o soldado passa a compartilhar informações, o que melhora a tomada de decisão nos níveis tático e operacional.
Ao operar como um sistema integrado, o combatente se torna um multiplicador de força, alinhado às tendências internacionais de guerra centrada em redes, reforçando a dissuasão e a prontidão da Força Terrestre.


