quarta-feira
13 maio

Marinha contrata sistema de resgate de submarinos dos EUA com capacidade para 610 metros, contrato de US$ 35 milhões pago apenas em acionamento

O sistema de resgate de submarinos contratado pode ser rapidamente mobilizado por avião, navio ou caminhão, operar até 610 metros e conta com veículo remoto e câmara de recompressão

A Marinha do Brasil firmou um contrato para a contratação de um sistema de resgate de submarinos em alta profundidade, com capacidade de atuar até 610 metros.

O acordo tem o valor de US$ 35 milhões (cerca de R$ 188 milhões) e prevê pagamento condicionado ao uso do serviço, reduzindo custos permanentes.

O pacote inclui um veículo de resgate, um ROV para inspeção e uma unidade de recompressão para tratamento dos tripulantes, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil.

Como funciona o sistema de resgate de submarinos

O sistema de resgate de submarinos foi projetado para ser rapidamente mobilizado e transportado por avião, navio ou caminhão, permitindo resposta em qualquer ponto do litoral.

Operado remotamente a partir de uma embarcação de apoio, o veículo de resgate acopla-se à escotilha do submarino sinistrado, retira os tripulantes e os conduz a uma câmara de descompressão.

O pacote inclui ainda um ROV para inspeção externa, avaliação de danos estruturais e desobstrução da escotilha, ampliando as chances de sucesso da operação.

Por que a contratação é estratégica para o Brasil

A operação de submarinos envolve riscos inerentes, especialmente em missões prolongadas e em grandes profundidades, por isso a adoção de um sistema de resgate de submarinos de padrão internacional fortalece a segurança.

O modelo contratual, com pagamento apenas em caso de acionamento, reduz custos permanentes e garante acesso imediato a uma capacidade crítica para as tripulações.

PROSUB, convencionais e o salto para o nuclear

Em novembro, a Marinha lançou o último dos quatro submarinos convencionais do PROSUB, o Almirante Karan, capaz de operar a até 300 metros de profundidade.

Com o avanço do projeto do submarino nuclear Álvaro Alberto, previsto para operar em cenários mais complexos, cresce a necessidade de capacidades robustas de salvamento, tornando o contrato complementar à expansão do poder naval brasileiro.

Impacto na segurança e credibilidade institucional

A contratação do sistema de resgate de submarinos reforça a proteção do ativo humano mais valioso da Força, o submarinista, e aumenta a credibilidade institucional da Marinha perante a comunidade internacional.

O investimento alinhado a práticas das principais marinhas do mundo oferece uma salvaguarda técnica e operacional para operações em águas profundas.

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