quarta-feira
10 junho

Exército lança projeto de camuflagem multiespectral para driblar sensores térmicos e infravermelhos, FINEP financia em parceria com SENAI, IME e CTEx

No projeto de camuflagem multiespectral, o Exército busca reduzir assinaturas visual, térmica e infravermelha de meios militares, integrando ciência, indústria e Defesa para maior autonomia tecnológica

No dia 29 de janeiro, o Exército Brasileiro deu início a um projeto estratégico que mira um dos principais desafios da guerra moderna, a detecção por sensores.

O objetivo é desenvolver materiais e soluções de camuflagem multiespectral capazes de reduzir assinaturas visual, térmica e infravermelha de meios militares, tornando-os menos detectáveis por drones, satélites e sensores terrestres.

A iniciativa reúne instituições militares, industrial e acadêmicas, e tem financiamento público, mostrando foco na autonomia tecnológica e na dissuasão, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro.

Camuflagem além do visível

A camuflagem multiespectral representa uma evolução significativa em relação aos padrões tradicionais, que atuam majoritariamente no espectro visível.

O projeto busca desenvolver materiais e soluções capazes de confundir ou reduzir a eficiência de sensores infravermelhos, térmicos e outros sistemas de vigilância, cada vez mais presentes em drones, satélites e plataformas terrestres.

Arranjo institucional e financiamento

O projeto é financiado pela FINEP, tendo a Diretoria de Fabricação como ICT executora, e envolve um amplo arranjo institucional.

Participam como ICTs coexecutoras o SENAI CETIQT, o IME e o CTEx, além de outras organizações militares especializadas, refletindo parceria entre Defesa, indústria e academia.

Impacto operacional e estratégico

Do ponto de vista operacional, a camuflagem multiespectral amplia a sobrevivência da tropa, dificulta a aquisição de alvos pelo inimigo e aumenta a liberdade de manobra em ambientes tecnologicamente intensos.

Trata-se de um multiplicador de poder de combate com impacto direto na eficácia das operações militares e na capacidade de dissuasão do Estado.

Autonomia tecnológica e base industrial

Ao investir em tecnologias sensíveis, o projeto contribui diretamente para a autonomia tecnológica nacional, reduzindo a dependência de soluções estrangeiras e estimulando o fortalecimento da Base Industrial de Defesa.

A iniciativa sinaliza que o Brasil busca soberania decisória em temas de segurança, com desenvolvimento interno de capacidades críticas para cenários de conflito cada vez mais complexos.

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