Presença contínua e operações integradas bloquearam rotas, inutilizaram estrutura logística e ampliaram a pressão sobre redes criminosas do garimpo ilegal em Roraima
A atuação permanente do Exército Brasileiro na Amazônia voltou a ter impacto direto na luta contra o garimpo ilegal em Roraima.
As ações do Comando Operacional Conjunto Catrimani II resultaram em apreensões e destruições que atingem a logística das quadrilhas e a circulação de materiais tóxicos.
O efeito prático e os números das operações foram compilados e divulgados, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Impacto econômico e apreensões
O Exército calcula um impacto econômico de R$ 645,3 milhões às estruturas criminosas instaladas na terra indígena Yanomami, valor compilado até o dia 21 de janeiro de 2026.
Esse montante considera materiais apreendidos ou destruídos, como aeronaves, embarcações, motores, geradores, combustíveis e estruturas logísticas, sem incluir prejuízos indiretos pela interrupção de atividades.
As ações integradas já somaram cerca de 9 mil ações, 49.444 abordagens e 328 prisões por crimes ambientais e ilícitos conexos, segundo a fonte.
Em termos de infraestrutura e insumos, foram inutilizados 778 acampamentos clandestinos, interditadas 78 pistas de pouso ilegais e retiradas de circulação 45 aeronaves.
Também foram apreendidos ou destruídos 232 kg de mercúrio e 236 mil litros de óleo diesel, substâncias essenciais para a logística do garimpo e altamente nocivas ao meio ambiente e à saúde indígena.
Operações de 2025 e emprego de meios conjuntos
Entre as operações de 2025, a Operação Tormenta I, realizada em abril na região de Rangel, foi destacada pelo emprego combinado de meios terrestres, aéreos e fluviais.
Tormenta I resultou na neutralização de pistas clandestinas, destruição de maquinários, apreensão de combustíveis e na prisão de seis pessoas em flagrante, com cerca de 70 horas de voo.
As operações Flecha Noturna IV e Urihi, entre julho e agosto, intensificaram o estrangulamento das rotas aéreas do garimpo ilegal, com Forças Especiais, cargas explosivas ampliadas e equipamentos de visão noturna.
A Operação Legionário culminou na interdição de três pistas clandestinas, inutilização de dragas metálicas, destruição de acampamentos e na prisão de 15 suspeitos, além da apreensão de armamentos, munições, entorpecentes e equipamentos de comunicação via satélite.
Apoio logístico, proteção indígena e resultados humanitários
Além das ações repressivas, o Exército tem apoiado o Distrito Sanitário Especial Indígena, contribuindo para reestruturar Unidades Básicas de Saúde Indígena, com entrega de telhas, placas fotovoltaicas e insumos essenciais.
O conjunto de operações gera um benefício humanitário direto ao reduzir a contaminação por mercúrio e proteger comunidades Yanomami de danos sociais, sanitários e culturais.
A Operação Catrimani II é conduzida de forma integrada entre Forças Armadas, Órgãos de Segurança Pública e Agências Federais, conforme a Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, e visa prevenir e reprimir o garimpo ilegal em Roraima.
Analistas e autoridades destacam que a presença permanente e a combinação de meios terrestres, aéreos e fluviais aumentam o efeito dissuasório e dificultam a reorganização das estruturas criminosas na região.
O pacote de ações e apreensões mostra, na prática, como a operação tem atacado a logística do garimpo ilegal em Roraima e ampliado a proteção às populações indígenas afetadas.


