Em Plymouth, o Ministro da Defesa reforçou a prioridade política da revitalização do NDM “Oiapoque”, a adaptação do navio às necessidades da Marinha do Brasil, e seu papel na dissuasão e no apoio humanitário
O Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, realizou visita ao futuro NDM “Oiapoque”, que está em processo de revitalização em Plymouth, Inglaterra.
Na agenda, foram apresentadas as etapas de preparação do navio, o treinamento da futura tripulação, e o planejamento até a incorporação na Esquadra da Marinha do Brasil.
A incorporação está prevista para 30 de junho de 2026, com chegada ao Brasil programada para outubro, conforme informação divulgada pelo Ministério da Defesa.
Áreas operativas e capacidades-chave
Durante a visita, a comitiva conheceu áreas essenciais do navio, como o Passadiço, o Centro de Operações de Combate, o convoo, e os espaços destinados às operações anfíbias.
O convés superior foi destacado por ser apto a operar aeronaves de grande porte, enquanto a doca alagável permite embarque, lançamento e recolhimento de embarcações de desembarque, ampliando a capacidade do NDM “Oiapoque” para operações militares, logística e resposta a emergências.
O navio conta também com áreas de habitabilidade projetadas para longas comissões, visando conforto e segurança da tripulação e das forças transportadas.
Dissuasão, projeção de poder e apoio humanitário
O NDM “Oiapoque” será o segundo maior navio de guerra do País, oferecendo um elemento de dissuasão e reforçando a projeção de poder ao longo do litoral e das ilhas oceânicas brasileiras.
Segundo o futuro comandante em formação, Antonio de Barcellos Neto, Capitão de Fragata, a presença de uma plataforma desse porte atua como elemento de dissuasão, reforçando soberania e capacidade de atuação da Marinha.
Com 176 metros de comprimento, 18 mil toneladas de deslocamento e velocidade de até 34 km/h, o navio foi projetado para operar até duas aeronaves de grande porte e transportar carros de combate, viaturas, ambulâncias, além de hospitais de campanha, alimentos e medicamentos.
A tripulação poderá chegar a 290 militares, com capacidade para acomodar cerca de 700 combatentes, o que amplia o emprego do navio em operações de defesa, apoio logístico e ações humanitárias.
Preparação e treinamento da tripulação
O processo de revitalização inclui adaptação técnica do navio, originalmente concebido para a Marinha do Reino Unido, para as necessidades operacionais brasileiras.
O treinamento da futura tripulação contempla sistemas avançados, como geração de energia de alta tensão, propulsão elétrica, comunicações avançadas, e a coordenação integrada entre navegação, logística, comando e controle, operações aéreas e anfíbias.
Na visita, o Ministro destacou o empenho e a importância estratégica do trabalho realizado no exterior, declarando, “Estou muito orgulhoso de estar aqui. Represento o Governo Brasileiro para agradecer o esforço de vocês e incentivar, porque o Brasil precisa da força de vocês e da nossa Marinha”.
Impacto estratégico e próximos passos
O governo e a Marinha reforçam o compromisso com o cronograma de incorporação e a formação da tripulação, visando integrar plenamente o NDM “Oiapoque” à Esquadra e ampliar capacidades de resposta em diversos cenários.
O Ministro também enfatizou o caráter versátil da embarcação, citando que “Esse navio é verdadeiramente multipropósito; serve para a defesa, para abastecimento, para a área fluvial e para atender a população ribeirinha”, indicando seu uso em operações militares e de apoio à população.
Para acompanhar o desenvolvimento do projeto e sugerir pautas, o leitor pode entrar em contato com a equipe responsável, conforme divulgado na cobertura oficial.


