O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) iniciou em 29 de outubro de 2026 um teste para aplicar separação longitudinal de cinco minutos entre pares elegíveis de aeronaves que cruzam o Atlântico. A validação é conduzida pelo Centro de Controle de Área Atlântico, no CINDACTA III, em Recife, segundo comunicado do órgão publicado em 30 de outubro.
O teste avalia o conceito de Comunicação e Vigilância Baseadas em Desempenho (PBCS), que verifica se as comunicações digitais e os sistemas de vigilância das aeronaves atendem aos critérios necessários. O CPDLC permite a troca de mensagens digitais entre pilotos e controladores, enquanto o ADS-C transmite dados da aeronave conforme parâmetros estabelecidos.
A redução não vale para todos os voos: depende das capacidades declaradas no plano de voo e das condições de navegação, comunicação e vigilância. O intervalo de cinco minutos é um mínimo temporal, não uma distância fixa; a separação lateral de 50 milhas náuticas permanece na primeira fase.
O DECEA informou que os testes seriam feitos em etapas até 25 de novembro, antes de uma possível operação contínua, prevista para 26 de novembro, condicionada à aprovação dos resultados. A iniciativa busca ampliar a flexibilidade de rotas e altitudes, mas o material não apresenta dados que comprovem economia de combustível ou outros ganhos efetivos.
Fontes: DECEA, comunicado sobre o início do teste, 30 de outubro de 2026; AIP Brasil, seção ENR 2.2; AIC N 21/2026; Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
