Uma pesquisa apresentada à Escola de Guerra Naval em 2025 comparou a vigilância marítima da China e do Brasil e examinou como inteligência artificial e Big Data poderiam contribuir para o monitoramento da Amazônia Azul. O trabalho é de Alexandre Silveira da Silva e foi divulgado em reportagem do Defesa em Foco.
Segundo a análise, a experiência chinesa se caracteriza por maior coordenação estatal e articulação entre tecnologia e instituições. Para o Brasil, o estudo aponta dificuldades de integração de dados e competências, além da necessidade de profissionais especializados. O autor não defende que o país reproduza o modelo chinês.
A pesquisa destaca o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) e observa que a modernização depende não apenas de ferramentas, mas também de interoperabilidade, regras de compartilhamento de informações e responsabilidades institucionais. A inteligência artificial pode ajudar a analisar dados e identificar padrões, mas não substitui a interpretação humana nem a tomada de decisão.
O estudo é bibliográfico e comparativo. Silva registra limitações, entre elas a dependência de fontes secundárias sobre as capacidades chinesas e a falta de validação empírica da eficácia de aplicações de inteligência artificial no Brasil. Portanto, a pesquisa não constitui uma auditoria operacional atualizada do SisGAAz.
Fontes: Defesa em Foco; Alexandre Silveira da Silva, “Inteligência artificial e big data na vigilância marítima: desafios para o Brasil à luz da experiência chinesa”, Escola de Guerra Naval, 2025.
