A fabricante sueca Saab informou, em 3 de novembro de 2026, que testou agentes de inteligência artificial no caça Gripen E. Segundo a empresa, um agente controlou a aeronave em cenários de combate aéreo além do alcance visual. O anúncio não comprova lançamento autônomo de armas nem autorização de ataques pela IA.
Controle de voo, apoio à decisão e emprego autônomo de armamento são funções distintas. A discussão sobre controle humano envolve saber se operadores conseguem compreender o comportamento do sistema, intervir e interromper ações, além de definir quem responde por decisões que violem normas aplicáveis.
O Direito Internacional Humanitário exige distinguir objetivos militares de civis, avaliar a proporcionalidade de danos incidentais e tomar precauções em ataques. O artigo 36 do Protocolo I às Convenções de Genebra prevê a revisão jurídica de novas armas e métodos de combate. Essas obrigações não são transferidas a algoritmos, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
A Saab demonstrou testes de autonomia de voo, não o emprego operacional de armas letais autônomas no Gripen E. O debate sobre limites internacionais segue aberto, incluindo propostas do CICV para restringir sistemas autônomos e manter controle humano efetivo sobre o uso da força.
Fontes: Saab, anúncio de 3 de novembro de 2026; Comitê Internacional da Cruz Vermelha; Revista Marítima Brasileira, artigo de Thiago Gonçalves Garcia; Decreto nº 849/1993, Protocolo I.
